Pesquisa CNT/MDA traz panorama do governo Temer, o cenário das eleições 2018, corrupção e o mundo da internet

Presidente Michel Temer. Foto: Beto Barata / Fotos Públicas (15/02/2017)

A Confederação Nacional do Transporte (CNT), junto com o instituto de pesquisa MDA, divulgou hoje sua 133ª pesquisa sobre vários temas de importância nacional.

Os dados trazem a percepção do brasileiro sobre o governo do presidente Michel Temer (PMDB), um panorama para as eleições presidenciais de 2018, a opinião dos brasileiros sobre corrupção e o mundo da internet no Brasil.

Foram ouvidas 2.002 pessoas entre os dias 8 e 11 de fevereiro em 138 cidades do país. A margem de erro é de 2,2% com 95% de nível de confiança.

Avaliação do governo e do presidente Temer

  1. Somente 10,3% dos entrevistados consideraram o governo Temer positivamente. Se dividirmos, 9,1% disseram ser ‘bom’ e 1,2% consideraram ‘ótimo’.
  2. A avaliação positiva é menor do que a última avaliação de outubro (15%) e menor que a primeira pós-impeachment de Dilma Rousseff (11%).
  3. 44,1% avaliam negativamente o governo Temer. O valor é o maior desde a a sua posse e vem numa crescente significativa: 28% em junho e 37% em junho.
  4. Seis em cada dez brasileiros desaprovam o desempenho pessoal de Temer, mais especificamente 62,4%. Em outubro, 51,4% desaprovavam o peemedebista. Na primeira avaliação de sua posse, 40% desaprovavam. Houve um crescimento vertiginoso de desaprovação.
  5. A consequência disso é que menos pessoas aprovam: somente 24%, contra 32% em outubro e 34% em junho.

Avaliação dos governadores e prefeitos

  1. Não houve grandes mudanças na avaliação dos governadores de outubro de 2016 para fevereiro deste ano. A variação foi bem pequena tanto mais mais quanto para menos.
  2. Um terço dos brasileiros considerou ‘regular’ a atuação do governadores.
  3. Houve uma pequena queda nos que acharam ‘péssimo’ (de 19,5% para 19,3%) e um leve crescimento nos que disseram ‘bom’ (23,5% para 24,4%).
  4. De um levantamento para outro, a maior variação foi nos que acharam ‘ótimo’: de 5,4% em outubro para 3,4% em fevereiro.
  5. Na avaliação dos prefeitos, o maior destaque foi a grande queda dos que disseram ‘péssimo”: 25,8% em outubro contra 9,4% em fevereiro.
  6. Em contrapartida, subiu os que opinaram ‘bom’ (de 28,1% para 33,9%) e ‘ótimo’ (8,2% para 8,5%).

Eleições 2018

  1. O ex-presidente Lula venceria todos os candidatos tanto em primeiro quanto em segundo turno. Espontaneamente, se a eleição fosse hoje, 16,6% votaria no petista. Em outubro, 11,4% afirmaram votar em Lula.
  2. O crescimento de Lula é interessante. O petista está seguidamente envolvido nas manchetes dos jornais, tornou-se réu pela quinta vez em operações policiais, é sempre foco de críticas tanto da esquerda quanto da direita e por ai vai. Mesmo assim, ele ainda venceria e ainda mais pessoas votariam nele.
  3. Merece destaque o segundo lugar de Jair Bolsonaro. Ele dobrou as intenções de voto de outubro do ano passado para agora. Seu crescimento pode ser explicado por alguns motivos: radicalização do discurso contra alguns setores sociais; crescimento substancial da direita; crítica contra a esquerda; renascimento da direita latino americana; sucesso de Donald Trump nos Estados Unidos e João Doria em São Paulo; etc.
  4. Outro destaque é a baixa votação do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e a sua queda de intenções de voto. O tucano saiu de 1,9% em outubro para 0,7% agora em fevereiro. Ele está atrás do presidente Michel Temer e da ex-presidente Dilma Rousseff.
  5. Vale também destacar o esfriamento da candidatura de Ciro Gomes, possivelmente um candidato que agregaria a esquerda brasileira. O ex-governador murchou: tinha 1,5% em outubro e agora tem 0,4%.
Vários cenários foram traçados, alterando os candidatos.
  1. A adversária mais próxima de Lula seria Marina Silva.
  2. Lula cresceu em todos os cenários. Marina Silva caiu em todas as previsões. Aécio Neves murcho sistematicamente. Jair Bolsonaro subiu em todos os levantamentos.
  3. Subiu o número de indecisos e caiu o de branco/nulos.
Num possível segundo turno:

Lula x Aécio: vitória do petista

Lula x Temer: vitória do petista

Lula x Marina: vitória do petista

Aécio x Temer: vitória do tucano

Aécio x Marina: vitória apertada do tucano

Marina x Temer: vitória da ambientalista

A percepção sobre a corrupção

  1. Quase metade dos brasileiros acham igual o o nível de corrupção dos governos Dilma e Temer.
  2. 71,8% tem a percepção de que aumentou o combate à corrupção no Brasil nos últimos cinco anos.
  3. 33,3% acreditam que a corrupção é igual nos três níveis de poder.
  4. Quase 50% acha que há mais corrupção no governo federal.
  5. Quase 60% relaciona corrupção com políticos. Interessante que apenas 4,2% relacionam corrupção com os empresários.
  6. A pesquisa perguntou: “Você acredita que exista algum partido brasileiro livre de corrupção?”. 91% disse ‘não’.
  7. Quase 8% disse que o PSOL e o PMDB estão livres da corrupção.
  8. Quase 90% já ouviu falar da Lava Jato e apenas 5% acham que a operação vai acabar com a corrupção.

Internet

  1. Quase 65% utilizam a internet para acessar as redes sociais, 51,2% para acessar notícias e 18,3% para pesquisar temas diversos (lazer).
  2. 85,6% usam a internet pelo celular.
  3. Quase 50% não prestam atenção em propagandas veiculadas na internet.
  4. 87,1% tem Whatsapp e 78,3% o Facebook.
  5. 80,2% acreditam apenas algumas vezes nas informações que lê e vê na internet. Apenas 3,1% acreditam totalmente e 16,3% não acreditam.
  6. 78,5% acreditam apenas algumas vezes nas informações que lê e vê nas redes sociais. Míseros 1,5% acredita sempre.
  7. O Google é o meio de informação que o brasileiro mais confia em relação às informações: 56,5%. O Whatsapp vem depois, sendo confiável para 17,2%, seguido do Facebook (12,4%) e Twitter (1,6%).
  8. Metade dos brasileiros procuram a internet para conferir ou confirmar uma informação. 41,3% conversam com as pessoas e 26,7% buscam os jornais.
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