A liquidez educacional

Não cabe a discussão entre golpe ou impeachment, entre legitimidade ou politicagem, o ponto a ser discutido é outro: o descaso. Também não cabe o discernimento entre esquerda e direita, ideologicamente falando, pois aprendi que a soma desses vetores se anula; não leva a lugar algum.

E veja só, logo física, a matéria que avermelhava meu boletim; que me tirava os cabelos no fim de semana antes da prova, servindo como base textual. Eu não gostava de física — assim como muitos colegas meus não gostavam –, e era um sacrifício de tempo e espaço procurar entender todos aqueles conceitos. Eis aí outra referência, espaço-tempo. Einstein. Relatividade Geral. Novamente a rechaçada matéria se fazendo presente.

“Talvez” este seja o papel da escola, preparar para a vida. Mas não aquela vida de décadas atrás, a vida de hoje, em que um estudante de engenharia descobre na filosofia a sua grande paixão, e o professor de educação física larga tudo para abrir o restaurante dos seus sonhos.

As múltiplas possibilidades dessa modernidade líquida (obrigado sociologia!) na qual estamos inseridos, exige uma formação escolar que nos prepare para questionar e perceber o que nos circunda. E se tem algo que deveria realmente ser modificado e excluído, bom, vocês já sabem o que é…