O Declínio do Ocidente e a Geração Perdida

A combinação de transformações sociais, políticas e econômicas dramáticas que se passaram no século XIX com a ascensão da indústria e a devastação produzida pela guerra de massa na era industrial criaram uma crise de confiança entre muitos intelectuais. A própria estrutura da sociedade estava sob cerco e em perigo de colapso. Nesse contexto, Oswald Spengler começou a sua obra “O Declínio do Ocidente” em 1911, abordando os desafios das novas forças sociais, políticas e econômicas que estavam abalando o núcleo das sociedades industriais. A conclusão de Spengler foi de que o que essas sociedades estavam experimentando era parte de um ciclo natural de civilizações que ascendem, brilham e eventualmente declinam, para colapsar. Tese essa, que contrariava diretamente o pensamento vitoriano cliché de que a moderna sociedade industrial poderia continuamente ser melhorada pelas habilidades racionais da humanidade. No mesmo curso, estava a autora americana Gertrude Stein, que cunhou “A Geração Perdida”, capturando o senso de perda e vazio que muitos veteranos da Grande Guerra sentiram depois de sobreviver à carnificina dos campos de batalha, questionando os valores e crenças que encorajaram as suas nações a participar no conflito. Esses temas de declínio e perda, que Spengler e Stein devenvolveram, viriam a dominar a paisagem cultural do começo do século XX.