niilismo, absurdismo e a cretinice

há poucas horas me encontrava ainda na grande internet, vosso complexo mar de infomações e me deparo com uma comparação niilista.
de um ponto bem unilateral, o produtor de video — de um canal não tão grande e cristão — a profunda confusão de alguns conceitos fica evidente, mas este me instigou a discorrer:

micro-epopéia nvl 1: O Niilismo

em primeiro plano, não irei conceituar plenamente o niilismo: vou precisar de sua abstração filosófica e conceitos ainda não concretos

— Será que Nietzsche conseguiu complementar sua obra? (resposta outro dia tlvz) —

ainda sim no vídeo, é construido um emaranhado de estabelecimentos, como o próprio ateismo em função do niilismo plenamente conjunto com o estabelecimento de agarrar o absurdo que é a vida

NIILISMO NÃO SE ESTRUTURA COMO ATEISMO

na verdade, em analises intrinsecamente pessoais e até não tão fundamentadas, o niilismo ainda vai ser um estado mental — demente — das sociedades daqui um tempo…

é um momento de transição

por que niilismo não é ateismo? 
teoricamente, você não mata algo que nunca existiu

ok, partindo do ponto de não ter mais ‘bases morais fixas’ e não esperar um porvir além de, nada PODEMOS FAZER TUDO!

micro-epopéia nvl 2: NAO

niilismo não é abraçar o hoje e esperar o amanha, isso é outra coisa

Sisifo és um profano!
sim, é mesmo, alias: Somos. — Talvez amaldiçoados por transgredir o corpo materno ao nascer? pré estabelecido assim mesmo como ‘o contrato’ — aquele escarnecedor de deuses que foi condenado majoritariamente à empurrar pedra, carinhosamente chamada de ‘existência’.

Nessa concepção, gostaria de apontar um estabelecimento fisico:
Os vetores anteriormente concebidos como fatores de vida são exatamente mais tracionados do que o fator existência propriamente dita, por tanto, a soma de vetores é fundamentalmente desigual. parafraseando a filosofia pessimista, a soma dos males é exacerbadamente maior em detrimento das boas, assim vos proponho o absurdismo: a soma das pendencias sociais — quase que um utilitarismo — é EXAGERADAMENTE maior que a própria existência

diria que o “O débito precede à existencia”

creio que o absurdismo está profundamente ligado com a melancolia, ambos são estabelecimentos previamente assustadores à qualquer perfil psicológico e algum dia, algum dos dois irá te matar (?) ambos estão relacionados com acontecimentos que perdurarão por um período de médio à eterno prazo — digamos que os à curto prazo, podem ser estabelecidos como desespero — .

da melancolia ao desespero

em primeiro plano, o desespero é o principal detrimento do absurdo: desesperados cometem suicidio, escurraçam terceiros e se vingam. melancolia e desesperos são irmãos: Abel e Caim respectivamente.

o estado plenamente enjaulado e perdurador dos pontos absurdistas é exatamente a castração de acessos do desespero — sentimento este, de cunho contrastante com tudo especulado anteriorimente — .