Infinito em minha mortalidade

Eu sou infinito em minha mortalidade, sou tudo para no seguinte instante não ser nada, me orgulho de quem sou e depois já não me reconheço, sou um milhão em um, vários atores em um único personagem, minhas mentiras são verdades mal contadas.

A vida é essa confusão, onde procuramos respostas pequenas demais para questões tão grandiosas, procuramos sentido, sendo que ao nascermos não nos deram razão alguma de ser, somos o que somos, vivemos pra morrer. O que me preocupa é a falta do sentir, sofro de indiferença aguda, será que é crônica? Porque quero sentir, nem que seja sentir a vida se esvair, se for pra me despedir, que seja transbordando meus excessos, queimado flamejante como uma explosão, quero ser tão devastador quanto uma explosão nuclear, em meu beijo quero ter doce veneno pra fazer qualquer um se viciar serei as abstinências e os prazeres de alguém, serei meu manipulador, da poesia e dor o próprio escritor