A arte do silêncio.

As discussões surgem por haverem um ou mais principios que diferentes pessoas discordem. Existe uma necessidade obsessiva de querermos mudar o outro em função daquilo que nós achamos ou pretendemos e isso deve de ser um dos consumos enérgicos mais altos que devemos ter sem darmos conta disso.

Se achamos “A”, então porque é que todos não deverão achá-lo também?

Percebi que me cansava demasiado a tentar demonstrar, a tentar fazer ver ideias que parecendo para mim lógicas, não faziam lógica na cabeça de outras pessoas. Há inequivocamente um conjunto de factores que definem o que gostamos, o que ambicionamos e a formula como resolvemos problemas e chegamos a conclusões, factores esses que são diferentes de pessoa para pessoa e que fazem com que pensemos de forma diferente uns dos outros.

Se há erros que são matematicamente provados e (por vezes) facilmente demonstráveis, no que diz respeito ao gosto pessoal, método, ou ideologia, a coisa complica-se!

É exactamente na discussão ambigua que mudei a minha postura. Se era uma pessoa que lutava desenfreadamente pelos meus ideiais, hoje em dia, lutando pelo mesmos, tenho uma visão mais relaxada e benevolente com o pensamento dos outros. A “comichão” que me faziam alguns pensamentos, algumas formas de estar, alguns métodos e ideologias de outros, tornaram-se muito mais pacatos na minha vida quando decidi respeitar e aceitar as diferenças que fazem de nós seres unicos, acima de tudo aprender a estar calado!

Se no principio custa bastante mantermo-nos no silêncio, em pouco tempo dá para perceber que o que poupamos para chegar à conclusão de que cada um tem a sua opinião e com ela vai ficar, é merecedor de uma reflexão!

Não se pode obviamente generalizar, nem tão pouco quero dizer que se devem parar as conversas e as discussões saudáveis de ideias, mas em momentos de maiores discórdias, em momentos propicios a que o “caldo se entorne” ficar calado, acreditem, é o melhor remédio!!!