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Talvez o brilho das estrelas nunca tenha sido a melhor escolha para substituir tua, há muito findada, companhia. Sentado sob a penumbra na cadeira de carvalho escurecido, percebo que a infinidade de referências românticas que vêm a mente nunca estarão à altura de minha adoração em três atos por ti. Juiza, juri e executora de meus sentimentos, trancafia-me a observar eternamente teu brilho de longe e desejar por teu prazer. Faça voar os corvos brancos, ateie fogo aos espantalhos de aço e dançe sobre o cadáver frio de minha esperança. Rasgue minha vontade e parte ao meio minha determinação. Serei teu eterno interlúdio, sem nunca ser, porém, tua razão final. Seu egoísmo acaricia minha existência com os dentes. Aproveita-te de minha inocência infante. Ria do meu desespero e deleite-se com minha devoção incondicional. Crave o rubi em meu peito e faça o brilho de minha desgraça refletir suas cores.
