O verdadeiro talento de Kim Kardashian

Antes de você arrancar os cabelos e gritar “Ah não! Chega dessa mulher!” por favor, me dê 5 minutinhos de seu tempo que eu prometo que isso é interessante.

Vamos começar no básico:

Sim, Kim não sabe cantar. Uma procura rápida no arquivo do ~museu da internet~ será suficiente para encontrar sua tentativa no mundo da voz. O single “Jam (Turn It Up)”, de 2011, fala por si: É uma porcaria; tão ruim que ela mesmo já admitiu se arrepender de ter gravado a música.

Dançar? Muito menos. Novamente, sem surpresas. Kim teve uma brevíssima participação na sétima temporada no programa Dancing With The Stars onde foi eliminada no terceiro episódio. Entretanto, o momento icônico que prova sua falta de habilidade em dança é quando Prince a expulsou do palco de seu show no Madison Square Garden. Ele a convidou ao palco para dançar durante uma música mas, ao invés de ~requebrar~, Kim ficou parada e Prince prontamente lhe deu um leve empurrão e disse “Sai do palco”.

Estamos todos na mesma página? Concordamos que ela não canta, ela não dança e nem atua…?

Ok. Então, por que falar “do talento” dela se ela não tem nenhum? Porque vocês estão enganados! Ao contrário do que Barbara Wanters e a maioria das pessoas assumem, o clã Kardashian é muito mais talentoso do que o mundo dá crédito.

Então eu vou “expô ela na internet”.

Kim Kardashian no Disk Dunny

Kim é estrela de reality, magnata de jogos móveis, rainha das mídias sociais, ícone de moda e maquiagem além de ser uma sensação de emojis (ou Kimojis). E justamente a visão ultrapassada do que é considerado talento acabou por ser a maior vantagem de Kim.

Ela (e todo o clã) não só esticou seus 15 minutos de fama para praticamente uma década, como aprendeu a monetizar cada coisa que faz. O truque?

Relacionamentos Parassociais

A teoria foi introduzida na década de 50 fala sobre a forma como o público interage, se relacionaa e desenvolve relações com uma celebridade. As audiências criam um forte vínculo e intimidade com a celebridade, enquanto, por exemplo, acompanham um reality show. Este tipo de interação social é
unilateral.

Mesmo que essa interação seja unilateral, ela pode criar o efeito ilusório de real comportamento social e relação entre a celebridade e o fã. O que se tem descoberto é que a interação parassocial parece estar evoluindo com a ascensão das mídias sociais. Desta forma, relações parassociais têm ocupado redes sociais como Twitter e Facebook, onde o público se sente ainda mais perto da celebridade.

Aí entra Kim.

A constante, e cuidadosa, alimentação das mídias sociais de Kim e todo o clã, alimenta a ilusão de amizade com as milhões de pessoas que as seguem. E, de quebra, arrecadam milhões todos os anos.

Os Kardashians se tornaram mestres em se aproveitar das interações parassociais como um veículo de publicidade utilizando suas mídias sociais para fazer endossos de produtos.

Isso não é novidade. Diversas celebridades fazem isso. A diferença está justamente no diálogo. Enquanto alguns posts patrocinados são claramente contrastantes com o conteúdo e fala normal das celebridades em suas mídias sociais, as Kardashians passam a mensagem não como publicidade, mas como um “conselho de amiga”. Uma amiga muito mais rica, bonita e famosa que você, mas amiga, né?

Você pode não gostar delas, mas convenhamos, isso é um talento.

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