Não há freio de mão que segure

Esses tempos aconteceu uma cena “engraçada”. O carro, estacionado em uma rua íngreme, desceu com a força da gravidade e bateu em um portão. Não feriu ninguém nem acertou outros veículos, felizmente. Os danos foram apenas materiais. A história, no entanto, serve bem como metáfora para a vida de muitos.

À minha, inclusive.

Existem momentos em que o freio de mão não segura. Não há nada que impeça o “ir ladeira abaixo”. A gravidade, ou os acontecimentos, é mais forte.

Não há freio, freio de mão, marcha, enfim, nada que impeça a queda. E quanto mais desce, mais rápido é.

Neste momento piso no freio e nada. Engato a primeira, a segunda e tento mudar de direção e nada. Puxo o freio de mão em uma tentativa desesperada e nada. Me resta apenas aceitar o destino e escolher, enfim, entre o muro de uma casa ou o precipício.

Qual seria a sua escolha?

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