Saúde no Foco da Biometria Facial

Vamos direto ao ponto! Um dos setores mais complexos e ainda pouco influenciado pelas transformações tecnológicas, o mercado de saúde vive seu momento mais crítico. Estar inserido em um mercado cujo produto é uma necessidade básica deveria ser vantajoso, mas os números não refletem isso.

As seguradoras/operadoras sofrem com seus assustadores 20% de fraudes, os prestadores perdem em média 4% do faturamento por glosas (valores faturados para as seguradoras que são rejeitados) e quem paga a conta são as empresas/beneficiários que precisam aceitar reajustes astronômicos muito acima da inflação.

Por muito tempo e mesmo com essa “torre de babel” no setor, as coisas caminharam bem, mas muita coisa mudou e a conta não vai fechar!!

Nos últimos anos, a taxa de sinistralidade das seguradoras/operadoras mantém-se acima de 85%, sendo que para operar com uma boa saúde financeira, esta taxa deveria estar abaixo de 76%. A despesa assistencial já alcança 100 bilhões de reais.

O cenário acima citado associado a taxa atual de desemprego reduziu cerca de 3 milhões de beneficiários dos planos de saúde. Consequentemente, as seguradoras/operadoras passaram a disputar ferozmente pela busca de novos clientes através da redução de valores dos seus planos, de tal maneira que o reajuste real em 2016 foi inferior ao autorizado pela ANS (13,57%).

Com os custos elevados, alta sinistralidade e impossibilidade de repassar estes novos valores às empresas/beneficiários, a conta não está mais fechando. É nesse contexto que a tecnologia poderá auxiliar a viabilização do mercado:

  • Impressão de carteirinhas;
  • Uso de Apps que ainda estão sujeitos a fraudes;
  • Uso de token para autenticação;
  • Faturamento indevido (duplicidade/ausência do beneficiário)
  • Uso indevido da carteirinha

Neste último caso, por exemplo, a Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge) calcula em pelo menos 3,5% a redução de custo que terão as seguradoras/operadoras de saúde que implantarem o sistema de biometria, como o facial aqui enfatizado.

Com o objetivo de eliminar estes e muitos outros problemas no mercado da saúde, a ACESSO iniciou sua atuação como HUB entre seguradoras/operadoras, prestadores de serviço e beneficiários através de sua tecnologia e base de biometria facial. O projeto iniciou nas unidades da clínica SCOPP Diagnósticos (Clínica de Diagnósticos Dr. Luiz Scoppetta) na cidade de São Paulo, especializada em exames de imagem.

A solução, ainda em fase inicial, vai permitir que o beneficiário seja autenticado no prestador utilizando apenas sua “face”, sem a necessidade de apresentar documentos e carteirinha. Com a tecnologia “Acesso Liveness”, é garantido que a foto foi tirada de uma pessoa viva e presente no momento da sua utilização.

E o céu é o limite. A tecnologia também permitirá desenvolver e aprimorar fluxos de atendimento, cujo foco principal é a segurança do paciente.

A ACESSO já atua com os principais varejos, bancos e fintechs com uma solução de biometria facial. Possui a maior base privada de faces do país e cresce 1 milhão de novas faces/mês.

Texto por Pedro Moreno e Tiago Musachi