más o menos bieeen…

o grandaddy voltou e eu voltei a ter 15/16 anos, morar na Ilhotas, “ler” hentai chupando halls de uva verde, jogar basquete três vezes por semana, tentar superar a paixonite pela mina do inglês, cruzar a cidade de bicicleta pra jogar RPG, só que agora trabalhando, cuidando dos meus dogues, varrendo o quintal no domingo cedinho, fazendo café com canela. ter 15 anos aos 32 é difícil. pelo menos aqui eu tenho banda. ❤

fui ao show do él mato ontem e de repente era 2013 de novo, mas na verdade um bom pedaço era 2008 de novo, e o resto era 2013 pré-primeiro inverno em Porto Alegre, quando chove muito e faz tanto frio que tu anda quase o tempo todo arrepiado, tomar banho é um esforço hercúleo, e ainda é preciso tomar cuidado com as pedras soltas nas calçadas e com as flores que deixam as calçadas escorregadias.

primeiro era 2008 porque estavam lá os que eu vi colonizar o Itaim, os mesmos que me ajudaram a ampliar o que era São Paulo, uns amigos loucos que sempre galhofaram em espanhol aleatoriamente. nunca entendi e nunc vou entender ❤ de repente eu me sentia de novo descobrindo a Nove de Julho de madrugada, indo dormir num sofá por me negar a atravessar quase duas cidades só para dormir numa cama. (más o menos bieeeen).

depois era 2013 porque: él mato. no mínimo camiseta do crackinho banhada de carbenet. depois, era 2013 pré-primeiro inverno em Porto Alegre porque é difícil retomar certas coisas da vida depois de um tropeção e o som do él mato vem ronronando devagarinho como se fosse só conforto, mas vai te empurrando de verdade. tipo a vida tem feito nos últimos meses. basta pensar em tudo que mudou nesses últimos seis meses. tem uns versos ali que ouvir no falsete espreme o coração duns jeitos estranhos. me veio agora a imagem do meu vô paterno chegando do sítio de bicicleta, trazendo uns milhos verdes e uns sacos de feijão recém-colhido para dividir com as famílias das filhas. ❤

o grandaddy voltou e foi como se um sistema muito intrincado e especial finalmente recebesse a última peça de novo e acendesse e brilhasse e encantasse. quando eles se foram, a gente tava meio brigado. divergências criativas, talvez. do lado deles tava treta, também: os caras terminaram porque precisavam dar um jeito de pagar o aluguel. que nem meu vô, eu e os caras do él mato, e meus broders que zoam em espanhol de vez em quando.

então eu nem consegui ficar tão chateado. só triste, mesmo. e agora que eles dizem que estão voltando, e que vem disco, eu fico feliz demais. eu fico pensando na chance de ouvir ao vivo umas músicas do Sophtware Slump (é o meu disco preferido deles e o Matias tem esse texto que diz tudo que ele significa pra mim e mais um pouco). eu fico que nem criança quando vê uma mágica sendo feita, fico meio maravilhado. primeiro penso: será que deu certo o lance de pagar o aluguel? depois eu penso: “and now it’s on!