Revisitando a análise do ingresso de Áries em 2019: Brasil e o primeiro ano do governo Bolsonaro

Olá! Nesse texto, revisitarei a análise que fiz para o ingresso solar em Áries de 2019 ara o Brasil. Essa análise inicial foi feita em janeiro de 2018, para previsões que vão de março de 2019 a março de 2020. Agora, com mais da metade do ano astrológico tendo passado, podemos especificar melhor as indicações astrológicas que foram percebidas, o que foi acertado e o que não foi.
Aqui o link para a análise inicial: https://medium.com/%40pedrojoffilydearajo/2019-para-o-brasil-previs%C3%B5es-astrol%C3%B3gicas-e-pol%C3%ADticas-7e59873972ea
Com o ascendente em signo cardinal, Libra, o ano é dividido em 4, o que gera um mapa a cada solstício ou equinócio (ou seja, a cada ingresso em signo tropical: Câncer, Libra e Capricórnio, além do inicial em Áries).

O mapa do primeiro trimestre ainda é relevante para o ano todo, então vamos voltar a ele pensando também no que já aconteceu até hoje (passamos pelos dois primeiros trimestres, e estamos agora no terceiro, em que o Sol ingressou em Libra).
Analisar depois de uma parte do tempo ter passado é mais fácil, claro. A Lua na casa 12, em Virgem, regendo a casa 10 (o governo), parece retratar bem a instabilidade dessa presidência, com declarações confusas, surreais (regente Mercúrio em Peixes, oposto) e polêmicas (Mercúrio retrógrado, e também a Lua cheia). Talvez uma Lua em Virgem pareça mais capaz e regrada do que estamos tendo na realidade, mas sua presença na casa 12 e um regente em condições ruins colabora mais para o lado manipulador, dúbio, não confiável de Mercúrio. Vamos lembrar que as denúncias de laranjas já existem desde antes desse ingresso, então essa interpretação não deveria ser uma surpresa.
Ainda no primeiro trimestre (início de junho), começa a Vaza-Jato, um esforço jornalístico que compromete bastante o ministro Sergio Moro. O próprio Mercúrio em Peixes, oposto ao regente da 10, pode significar uma ofensiva que viria particularmente de mercuriais como jornalistas, mensageiros, “fofoqueiros”, delatores, cientistas, membros de instituições de pesquisa, estudantes (nesse trimestre, tivemos as maiores manifestações a respeito de educação). Seu regente é Júpiter na 3, que também fala de notícias, diálogos e mídias em geral. Seu tom objetivo e combativo pode vir de Mercúrio estar na 6, e Júpiter reger a 6, uma casa bastante conflituosa. E Júpiter faz quadratura com a Lua, o que reforça o conflito e tensão com o governo.
Vênus fala da população em geral, por reger o ascendente em Libra. Vênus em Aquário está em quadratura com um Marte bem hostil por estar na 8. Vênus recebe esse Marte (ou seja, Marte está em signo de Vênus), o que faz seu dano a Vênus ser “aceito”. Em signos fixos, pode representar a situação estática, tensa, polarizada da população. A casa 5 é positiva, o que pode mostrar ainda uma docilidade e aceitação em relação ao governo.
Saturno na casa 4, junto do nodo sul, em signo de terra, e com trígono de Marte na 8, também em signo de terra, me faz pensar bastante nas queimadas da floresta amazônica. Na minha interpretação inicial, pensei mais em infraestrutura, agricultura, e conservadorismo generalizado na percepção social, mas a questão foi um pouco mais além, com os próprios recursos e o próprio espaço em que estamos. Marte também aflige o regente do ascendente, o que pode significar uma manifestação mais literal de sua destruição. As queimadas aconteceram principalmente em agosto/setembro, dentro do ingresso de Câncer.

No segundo mapa, vemos que Saturno está bem mais aflito agora, por estar oposto a Marte (em queda) e Mercúrio. O horror das queimadas é proporcional ao dano que o presidente leva na sua imagem (casa 10 com planeta em queda). O vazamento de petróleo bruto no litoral do Nordeste também aconteceu de agosto para cá. A aflição também é sentida com força no signo de água.
Nesse mapa, Vênus (ainda regente do ascendente) está em oposição a Júpiter, agora retrógrado, o que pode mostrar que nesse período as investigações da Vaza-Jato foram mais profundas e tiveram um maior impacto na percepção da população. Mas a Lua (Regente da 10) em Aquário, na 5, ainda parece ter um certo prestígio com a população (está na mesma posição de Vênus no primeiro mapa) e consegue realizar feitos. Ao longo desse período, a reforma da previdência é aprovada.
Foi aqui também que o agora ex-diretor do Inpe, Ricardo Galvão, foi exonerado. Talvez aqui vejamos mais como Mercúrio participa (e sofre dano) dessa oposição Marte-Saturno, sendo isso claramente mais uma chance de criar confusão, questionar pesquisas, relativizar dados etc.
Na análise inicial, havia visto que o governo iria passar por sérias dificuldades e danos à imagem nesse trimestre, e os problemas ambientais fizeram muita parte disso. Sem especificar isso, usei a metáfora de que seria um "trimestre de fogo" — achei isso engraçado.

No terceiro semestre, agora, tivemos até agora como destaque a briga interna do PSL, e as acusações cada vez mais chocantes da participação da família Bolsonaro na execução da vereadora Marielle Franco.
Aqui, a Lua está em oposição a Saturno, na casa 11, o que já havia interpretado mesmo como o corpo parlamentar, seus aliados, sua base, virando contra si. A Lua ainda está com o nodo norte, demonstrando o quanto dessa briga é ambição, trapaça e gula. Mercúrio em Libra (aqui regente da 1 e da 10) quadra os dois, adicionando de novo a típica balbúrdia bolsonarista. Mas esse Mercúrio está com uma domiciliada Vênus, o que de alguma maneira ainda mostra o governo tendo a aprovação e tolerância com seus atos. Saturno recebe Mercúrio por exaltação, mas ele ainda está junto do nodo sul, o que é bastante destrutivo em geral. Para Mercúrio pode não ser tanto, mas para a Lua, é bastante pesado. Estando na 2, talvez esse Mercúrio recebido por Vênus demonstre esse novo pacote de medidas econômicas anunciado, que pode ser de interesse dos liberais. Ainda assim, a situação da casa 11 parece insustentável a essa altura do ano.
Mas aqui minha interpretação inicial não contou tanto com a combustão de Marte na casa 1, o que pode mostrar os indícios de acobertamento de um crime, uma população cada vez mais descrente e rebeliosa, aliados e mídia fechando o certo de algo maneira, e reações mais violentas e ameaçadoras do governo. A situação ainda parece bastante apática, mas a acusação sobre o caso Marielle fica cada vez mais sombria também, com questionamentos razoáveis sobre a perícia e reações desproporcionais da família Bolsonaro. Marte rege as casas 3 e 8, sendo ligada ainda a jornais, mídias e diálogos, e também a assuntos bastante nefastos. Esse Marte está bem em cima da Lua do ingresso de Áries: o regente primordial do governo esse ano. Marte combusto na astrologia mundana é um indício bem forte de violência, instabilidade, conflitos, manifestações etc.

E o que o quarto trimestre nos reserva? Os principais elementos são a Lua, regente da 10, em queda com Marte, na casa 2, e o Sol conjunto a Júpiter e o nodo sul, e Saturno mais distante, mas no mesmo signo.
A posição da Lua é bem tensa. Apesar de ser recebida por Marte, a queda e as significações da Lua em signo de Marte são fortes. Talvez aqui as acusações contra o presidente fiquem cada vez mais absurdas, e suas reações defensivas cada vez mais violentas. Estando na 2 (a voz e o discurso), pode haver declarações ainda mais pavorosas que as atuais (será que isso é possível?). A Lua faz quadratura com a Vênus, regente da 1, o que pode ser o decrescente apoio e reputação com a população chegando num nível crítico. Mas a própria Lua também fala da população em geral, e ao longo desse ano inteiro, todas as aflições da Lua, assim como essa, também mostram as dificuldades e descrenças da própria população.
A combustão de Júpiter, em queda, com o nodo sul, e com Saturno relativamente perto, me parece ser algum escândalo envolvendo de novo jornalistas, estudantes, pessoas da mídia, áudios etc (regente da 3), de uma maneira que duramente exponha a moral e a ética do governo (estando na 4, em oposição ao governo, e associado a Saturno, bastante importante ao longo do ano). Talvez sua veia autoritária e ultraconservadora fique ainda mais à flor da pele. Mercúrio na 3 reforça a continuação de movimentação e combatividade desse setor.
Mas será que vamos esperar até o ingresso de Sol em Capricórnio pra recebermos o pior do que vem por aí? Talvez a combustão de Marte em Virgem no ingresso em Libra já ative muita coisa. Aguardemos e faremos outra revisão. A combustão de Júpiter, ainda assim, parece ser um ponto bem específico no desenvolvimento dessas histórias.
Até mais! Espero que a leitura tenha sido coerente. Se quiser fazer comentários, sugestões e críticas, tenho meu CuriousCat: pejoar!
(não existe interpretação sem ideologia)
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