O eterno início do túnel
Tudo que eu criei, deu errado. Com esse pensamento eu sai, quando fui atravessar a rua, vi de perto uma coisa linda, tentadora, mas errada.
Eu vi a morte.
E ela estava linda.
Fui atrás dela e a convidei pra jantar. Ela aceitou. Combinamos para a mesma noite.
Arrumei a minha casa para a sua chegada, deixei tudo pronto, e por culpa do nervosismo tive de ir ao banheiro.
Ela chegou, abriu a porta e se sentou na mesa, pronta. A minha coragem não me deixava sair do banheiro, mas eu senti que ela ia esperar a noite inteira ali.
Sentei a mesa com ela.
Eu estava ofegante.
Conversamos um pouco, e chegamos a conclusão que tudo criado foge de cabeça, todos são fracos e falsos, e nenhum filho meu conseguiu ser igual a mim.
Eu perguntei pra ela chorando se eu sou o criador ou a criação.
Ela respondeu que eu crio a dor, com a ação de cria.
A beijei.
E foi naquela noite, que Deus beijou a morte e entendeu o mundo.
Eu me entendi.