Você conhece algum travesti ou transsexual?

Descrição da imagem: Montagem com duas fotos. A primeira é do atleta canadense Bruce Jenner nas Olimpíadas de Montreal. A segunda é outra foto dela, já como Caitlyn, identidade que ela adotou ao se assumir transsexual.

O tema deste texto surgiu da entrevista que a Daniela Andrade, feminista e ativista trans, deu ao podcast We Can Cast It. Ela falou sobre vários aspectos da realidade das pessoas trans que são bem chocantes. Aqui queria destacar três.

  1. Papéis pré-determinados

Daniela explicou que travestis e transsexuais têm papéis pré-definidos pela sociedade: prostituta ou cabeleireiras. Isso ocorre, porque há uma série de entraves, oriundos da ignorância e do preconceito, que impedem esse segmento de conseguir entrar no mercado de trabalho formal. Por exemplo, a questão do uso dos banheiros. Ela explicou que é necessário que as empresas implementem ações de conscientização, que ajudem a reduzir a descriminação. Nesse sentido, uma das ações mencionadas é o site TransEmpregos, no qual estão listadas vagas de trabalho para profissionais travestis e transsexuais.

2. Amor de cafetina

Esse foi o aspecto que mais me chocou. Daniela explica que, por conta da rejeição violenta que travestis e transsexuais sofrem das famílias, a relação com a cafetina acaba sendo a primeira que envolve preocupação e cuidado, porque muitas vezes essa posição é ocupada por outra travesti ou transsexual que também sofreu violência da família e dá aconchego e compreensão.

Isso mostra o poder destrutivo da desinformação e do preconceito. Daniela explica que normalmente essas pessoas são obrigadas a sair de casa com 12 ou 13 anos e têm de se prostituir para se sustentar.

3. Machismo no movimento LGBT

Por fim, um aspecto que achei bem oportuno foi a questão do machismo no movimento LGBT. Daniela explicou que a maioria das pautas é voltadas aos homens homossexuais. Dessa forma, as travestis e transsexuais e as lésbicas acabam tendo suas reivindicações abrangidas pelo movimento feminista e não pelos grupos LGBT.

Não vou me estender mais, pois meu conhecimento sobre essa realidade é bem limitado. Contudo, achei que seria importante, respeitando meu lugar de fala, dar visibilidade a essa parcela da população que está exposta a um sofrimento imenso e a um processo de exclusão social violento. Reforço a recomendação para escutarem o podcast!

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