Talvez você goste menos de dinheiro do que pensa

Se você trabalha, com certeza já pensou se estava na profissão certa, se algumas situações aconteciam com mais alguém e talvez até teve dúvida do porquê estava trabalhando.

Pensando em tantas questões, a Niña publicou essa semana um estudo de Big Data Social sobre o comportamento das pessoas em relação ao trabalho para desvendar algumas dessas questões.

A grande diferença desse tipo de monitoramento é que, ao contrário de métodos mais tradicionais, a análise de Big Data não faz nenhum tipo de indução ou pergunta ao público. É um trabalho a partir do que as pessoas são naturalmente.

Boa parte da população trabalha. E naturalmente, fala muito sobre o assunto também — especialmente as mulheres, com 62% de participação nas conversas, e o Sul e Sudeste: Rio de Janeiro, São Paulo, BH e Porto Alegre representam 1/4 das pessoas que falam sobre o trabalho.

Um dado curioso é que não se fala apenas de trabalho. Se fala no trabalho, também. 90% das publicações acontece em horário comercial, das 8h às 18h. Isto é, aquele comportamento de não se desligar do trabalho e continuar falando nele ao final do dia, pelo visto, não se replica às redes sociais.

Ok, mas e daí? Do que essas pessoas estão falando, de fato?

Bem, os assuntos são muitos. Elas falam da rotina (16%), dos motivos pelos quais trabalham (16%), reclamam (12%) um monte e aproveitam para falar sobre os problemas (10%) de se trabalhar.

Mas o mais interessante aqui é do que elas não estão falando: grana.

Salário é apenas o 2460º termo mais citado. Isso. Tem mais de 2 mil palavras mais frequentes. E dinheiro aparece menos vezes que tempo, casa, família, Deus, políticos e comunismo.

Ok. Dentre os motivos pelos quais as pessoas trabalham, os mais comuns são: poder comprar alguma coisa (23%), ser independente (7%) e ter dinheiro para beber (5%). Honesto. Talvez isso reflita um pouco nos 23% que sentem desejo pelo trabalho.

Aliás, muita gente vai trabalhar. Apesar de preguiça ser o termo mais citado (15%) dentro da rotina e 1 a cada 5 pessoas falar em procrastinação. Sabe como é: facebook, twitter, café, deixa para amanhã…

Pensando bem, melhor nem falar em amanhã. É o maior problema, literalmente. Dentre as adversidades do dia-a-dia, o sofrimento na véspera de ir trabalhar é a maior (50%). Terapia? Só parece ser opção para 4% das pessoas.

E o salário, ó… Nada. Nem na rotina, nem nos problemas, nem nas reclamações. Ninguém fala no famigerado pagamento. Nem na falta dele, uma vez que só 5% das pessoas falem em desemprego.

Isso talvez explique a onda de pedidos de demissão em cargos com bons salários. Talvez dê uma pista sobre as pessoas que largam a segurança da profissão para empreender… sem salário. Quem sabe essas sejam nossas próximas descobertas.

Falando em descobertas, fica uma para você: será que o dinheiro é mesmo tão importante na sua vida?

Talvez você goste menos de dinheiro do que pensa. Ou pelo menos pensa em outros assuntos primeiro. Senão, tudo bem. Já pode se considerar um destaque no mercado.

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Vídeo-resumo do estudo: