dar nomes
sentei em silêncio com a necessidade de entender o compasso da minha mente.
me enganar já não surtia efeito.
às vezes coloco significado em coisas que não possuem o peso do que sinto. às vezes sequer há peso. ou sentimento.
já nem tenho certeza se o silêncio permanece na sala.
minha mente turbulenta é capaz de ultrapassar o meu controle, faz uma conspiração maior do que posso segurar — não há escapatória a não ser me tornar refém dela.
me apaixono.
mas quando você se apaixona pelo furacão, deixa tudo que te toca te desmembrar, te anular e recompor. olha para o tormento e o torna seu. se agarra na circunstância de que, só será você, se for parte da tempestade. e assim, leva como crença que em todo fim há recomeço.
deve ser por isso que aprecio tanto a confusão. por isso sinto prazer em não mais me reconhecer.
chego a afirmar que só será feita a beleza, amando a destruição.
tenho medo de assumir que amo.
