caroline pellizari
Jul 27, 2017 · 1 min read

dar nomes

sentei em silêncio com a necessidade de entender o compasso da minha mente.

me enganar já não surtia efeito.

às vezes coloco significado em coisas que não possuem o peso do que sinto. às vezes sequer há peso. ou sentimento.

já nem tenho certeza se o silêncio permanece na sala.

minha mente turbulenta é capaz de ultrapassar o meu controle, faz uma conspiração maior do que posso segurar — não há escapatória a não ser me tornar refém dela.

me apaixono.

mas quando você se apaixona pelo furacão, deixa tudo que te toca te desmembrar, te anular e recompor. olha para o tormento e o torna seu. se agarra na circunstância de que, só será você, se for parte da tempestade. e assim, leva como crença que em todo fim há recomeço.

deve ser por isso que aprecio tanto a confusão. por isso sinto prazer em não mais me reconhecer.

chego a afirmar que só será feita a beleza, amando a destruição.

tenho medo de assumir que amo.

caroline pellizari

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escrevo porque não falo

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