Autossabotagem: Uma Forma Inteligente de minimizar esse problema.

Diversas vezes na minha jornada de concurseiro eu já me peguei praticando a autossabotagem.

Algumas vezes de forma consciente, outras nem tanto. Infelizmente, todo mundo acaba se auto-sabotando em algum momento.

O fato é que isso sempre me causou um baita desconforto e, certamente, me custou algumas preciosas posições nos concursos que realizei.

Sendo assim, resolvi pesquisar mais a fundo e buscar os motivos que me levaram a essa péssima prática e que talvez também esteja retardando a sua posse.

Antes de compartilhar o que descobri, é importante dizer que há técnicas para combater a autossabotagem, mas antes de aplicar é necessário identificá-la.

Identificar a causa de qualquer malefício é sempre o primeiro passo a ser tomado para resolver o problema.

Vamos, antes de tudo, deixar de forma bem definida aqui o que é autossabotagem.

AUTOSSABOTAGEM: Atitudes que você mesmo faz ou deixa de fazer e que acabam distanciando você do seu objetivo.

Talvez você tenha se identificado comigo e também esteja buscando uma forma de parar de se auto sabotar. Então, continue lendo este artigo para saber mais sobre:

Como identificar se você está se auto-sabotando?

Entender como funciona o ciclo da autossabotagem.

Técnica para minimizar a autossabotagem.

Gostou do que está por vir? Então, não deixe de compartilhar com seus amigos que talvez nem saibam que estão se auto-sabotando nesse exato momento.

Aprender a identificar quando você está se auto-sabotando.

Sem meias palavras e sem rodeios, já parou pra pensar que talvez a causa de você ainda não ter passado no concurso dos seus sonhos tenha a ver com você.

Sim, é você mesmo, não é culpa da situação econômica do país, nem do vizinho barulhento, nem da internet travando, nem do seu filho pequeno chorando, menos ainda da “concorrência”. A culpa é sua.

O mal do ser humano (aqui vai além do universo dos concursos) que ainda não está operando em alta performance é cometer o grave erro de estar sempre terceirizando a culpa.

Bom, meu amigo(a), tenho boas e más notícias para lhe dar.

A má notícia é que se a culpa estiver em você, terá que aprender a lidar com isso.

A boa notícia é que tudo pode ser resetado. Todos os fatores que antes o levavam a se auto sabotar devem ser alterados.

Então a grande sacada para identificar quando estamos nos auto-sabotando é olhar para nós mesmos de forma imparcial e honesta, sem vitimismo ou terceirização da culpa. Assuma a responsabilidade.

Como funciona o ciclo da autossabotagem.

A autossabotagem tem o que chamamos de ciclo de 4 fases, entendê-las é fundamental para saber como sair desse ciclo:

Crenças limitantes — São barreiras negativas que você mesmo se impõe, isso te conduz a tomar decisões equivocadas, que em nada contribuem para seus estudos.

A neurociência demonstra que 95% das nossas decisões são inconscientes, ou seja, praticamente agimos por impulso, baseados em algumas premissas que, conforme pesquisas atuais, são justificadas por experiências que tivemos e ficaram ocultas, ou até mesmo relacionadas à nossa genética.

Então quer dizer que apenas 5% das ações tomadas são conscientes? Basicamente sim. De acordo ao professor Marcelo Peruzzo (da FGV Management e CEO do Ipdois Neurobusiness).

Logo, se sua mente está voltada para os objetivos errados, você será direcionado para o caminho errado e tudo isso de forma inconsciente.

Exemplo: “Concurso de Auditor? 15 matérias? Isso não é pra mim.”

“Concurso Público é tudo fraude!”

Sabe qual o maior problema de uma crença limitante? Seu subconsciente.

Nosso cérebro foi feito para nos proteger de perigos e quando você internaliza que não é capaz de aprender contabilidade, por exemplo, ele vai identificar isso como um perigo e protegê-lo, não fazendo com que você fixe o conteúdo de contabilidade.

Lei da atração (Física Quântica) — Suas crença e emoções emitem uma frequência eletromagnética e, segundo estudos na área da física quântica, nós atraímos para nossa realidade situações, pessoas ou circunstâncias que tenham uma vibração semelhante a frequência emitida por você.

Concurseiro(a), preste atenção, quando colocamos na nossa cabeça que não somos capazes de assimilar determinado conhecimento sobre o nosso estudo nós não conseguiremos assimilar.

Lemb

ra no início do post quando falei sobre terceirização da culpa? Então, esse “pequeno” fator pode estar fazendo você se auto sabotar.

Formação reticular — Parte do sistema límbico do nosso cérebro responsável por selecionar aquilo que você traz para a sua atenção.

Pensa no caminhão de material que hoje em dia com a internet temos à disposição. São cursos em pdfs, apostilas virtuais, resumos, sites de questões, aulas online e por aí vai.

O Prof. Lair Ribeiro faz uma analogia interessante para explicar a formação reticular: “É como se fosse uma secretária que filtra, apenas, informações relevante para mostrar a você.”

OK, mas o que isso tem a ver com estudos para concursos públicos?

Simples, seu cérebro só vai identificar da forma correta o que te chama atenção se você estiver com foco no objetivo certo.

Logo não adianta querer passar para agente da polícia federal se você está sentado no sofá sem praticar uma atividade física, sabendo que esse certame tem teste físico, achando que vai passar na prova vendo vídeo aulas de 4 cursos com metodologias distintas.

Aí depois ainda vai sair falando que a culpa é dos professores. Aff…

Redes neurais — Todas as formas de se comportar ficam registradas no seu cérebro, que cria diversas conexões para instalar um pensamento coerente com seus objetivos.

Quanto mais você sente determinado sentimento, mais fortalece suas conexões neurais, daí o motivo pelo qual batemos tanto na importância do foco nos estudos.

Além disso, outro ponto importantíssimo é esclarecer que quanto mais forte suas conexões neurais estiverem mais fácil será seu caminho.

Pense na primeira vez que você tomou a decisão de estudar e o quanto tudo parecia tão difícil. Mas aí, com o tempo e o mindset correto, você começou a ver que era possível, ganhou confiança e realizou provas. Isso é um exemplo de fortalecimento das conexões neurais.

Técnica para sair do ciclo da autossabotagem.

Bom existem diversas técnicas para que evitemos a autossabotagem e gostaria muito de fazer como sempre fazemos aqui e oferecer o maior número de possibilidades a vocês, mas, dada a delicadeza do tema, vou falar da técnica que eu usei comigo e funcionou, apenas esta.

Vá no primeiro item que mencionei (crenças limitantes) e tente de forma clara e escrita montar um cheklist de suas crenças limitantes.

Liste tudo de negativo, referente aos estudos, que você pôs na sua cabeça ou que alguém colocou na sua cabeça e você interiorizou.

“Eu já estudo há 3 anos e não passei em nada.”

“Minha família não me apoia.”

“Não tenho dinheiro para pagar um curso.”

“Não vai ter mais concurso por causa da crise.”

Agora que você listou tudo, comece a desconstruir cada um desses pontos, pegue uma crença negativa e converta em algo positivo.

Ficaria mais ou menos assim:

“Eu já estudo há 3 anos, então já sei vários caminhos que não devo seguir.”

“Minha família AINDA não me apoia, vou mostrar a eles que eu posso.”

“Vou procurar um material gratuito de qualidade para acompanhar.”

“Artigo 37 Inciso II da CF/88.”

Concurseiro(a), para cada ponto negativo que citei anteriormente eu posso pensar em diversas formas de converter em algo positivo e destruir suas crenças limitantes.

Essa é a técnica, simples e eficaz, nem preciso mais falar dos outros pontos justamente pelo motivo que decidi trazer apenas essa forma de resolver o problema da autossabotagem.

Quando você faz uso dessa técnica o ciclo da autossabotagem se quebra. Resolva o primeiro problema e acabou.

As crenças limitantes não o levarão a atrair coisas negativas. Sua formação reticular vai te dar o foco correto e suas redes neurais vão se fortalecer baseadas nas crenças positivas.

Concluindo

Vou compartilhar com vocês uma frase que um dos meus mentores me disse e cai como uma luva para resumir todo esse contexto:

“O problema não é o problema. O problema é a forma como você enxerga o problema.”