Direito de resposta para x anonimx

Antes de começar, eu queria aproveitar do seu anonimato para fazer o que eu sempre quis fazer: Usar o maior número de palavras de forma não binária possível. q
Então lá vai:
Esse texto que você me enviou não foi de fácil leitura, como tenho a plena certeza que não foi de fácil escrita. Partimos por aí como primeiro ponto em comum. Eu tremi, chorei, li, reli, li novamente pra tentar responder de uma forma tranquila tudo o que você me escreveu. Não é todo dia que se recebe uma, devo chamar, carta, com tanto sentimento transbordando dela. Não sei se o texto é só uma referência, ou se foi realmente você que escreveu, mas que me tocou muito, não tenha dúvidas. 
É uma surpresa bastante grande receber tamanho afeto e carinho por mim, vindo de uma alguém que não se identificou, por hora. Mas não culpo você. De maneira alguma. Coisas desta magnitude devem sair naturalmente. 
Se sentes culpadx por não conseguir dizer muitas coisas, por favor, eu peço que não se sinta. Como também não vou pedir para que se apresse. Se queres realmente dizer estas coisas pra mim, diga quando se sentir confortável. 
Por favor, não pense que eu vou pensar qualquer coisa negativa sobre o que você disser. Tenho um apreço imenso por tudo aquilo que fazem pra mim, qualquer bobeira, qualquer idiotice que me marcam nas redes sociais, eu faço questão de responder (realmente), pois se lembrou de mim. É por esses motivos e outros que eu odeio duas palavrinhas juntas: “Eu vi”. Pois isso anula toda a consideração que uma pessoa fez em te mostrar algo que a fez lembrar dela. Não me importo de conhecer novas notas, não me importo de conhecer novos livros, não me importo de escutar de novo meus poemas favoritos, vindos pela voz mais feia do mundo, contanto que o sentimento seja verdadeiro.
Todos nós temos nossas lutas e nossos demônios, eu sei. Alguns dias eu me acordo pensando extremamente positivo, que tudo vai dar certo, mas no dia seguinte, eu posso me sentir um lixo, e não tirar o pensamento de que não sou bom o suficiente da cabeça. Mas tento não transparecer, não sei se é minha cabeça dura ou é mal de virginiano, mas guardo todos os meus males pra mim. E isso é um vício que eu tenho, já faz eras. Muitas vezes eu acabo me isolando do mundo, vivendo o meu labirinto de ideias e pensamentos contrários que geralmente tem curta duração. Contudo eu te peço, carx anon, que não deixe de contar suas dores pra mim. Eu sempre serei estarei aqui para te ouvir, como acho que sempre fiz.
Me dói bastante como minhas dores e problemas estão afetando outra pessoa dessa maneira, não é justo e muito egoísta de minha parte pensar que com meu fim, todos os problemas se acabam, sem ver todos que me cercam. É um ponto que eu lhe prometo melhorar, como já venho tentado, nesses últimos meses. Posso dizer que é algo em construção. 
Defendo com garras e dentes que não se precisa de um motivo para ajudar um amigo. E é seguindo esse lema que eu tento ajudar sempre quem me pede independente de ter me magoado ou não. Peço todas as desculpas do universo caso algum dia eu já te fiz mal ou eu te magoei, as sombras que ainda tendem a me cercar me fazem agir de forma defensiva e na maior parte das vezes, faço sem sentir. Não é por querer, nunca foi, nunca vai ser. 
Quero terminar minha resposta, ressaltando que enche meu pequeno coraçãozinho de gelo de calor, saber que tem um coração, escondido, no meio da multidão, se preocupando e batendo mais forte por mim, é uma fagulha, uma centelha, não, uma luz bastante forte, iluminando meu caminho e me dando forças pra seguir em frente. E espero que não apenas um cometa, mas que todas as constelações, estejam sempre olhando por nós. ♥

P.S.: Quando se sentir confortável pra contar o que sente pra mim, creio que você tem as minhas redes sociais, pode me chamar no privado. A timidez reina no meu ser tanto quanto no seu.

P.S.2: Graças a sua majestade, eu vou acordar cedo amanhã e estou perdendo horas do meu sagrado sono de beleza pra lhe responder, então sinta-se importante desde já.

P.S.3: Eu sou horrível em responder coisas fofas, me perdoa novamente ;_;

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.