Um sentimento chamado solidão

Quando era criança, sonhava em ser médica. Meu objetivo era ajudar o máximo os outros. Mas, ao crescer, fui notando que meu emocional não daria conta de tanto sofrimento alheio. Eu me paralisaria e não ajudaria em nada. Depois acreditei que deveria fazer veterinária. Mais uma vez querendo ajudar os bichinhos e mais uma vez, notei que meu emocional não seria forte o suficiente. Não seria capaz de suportar tanta dor, já que sinto muito.

Quem me conhece sabe o quanto sou sentimental. Agarro-me em quem me oferece conforto, carinho emocional. Tenho vontade de abraçar e muitas vezes não seguro os meus sentimentos. Outras vezes, consigo segurar, simplesmente porque sei que não devo dizer aquilo que sinto para quem eu gosto, pois não posso. É dever deixar as pessoas seguirem sua felicidade. Assim como nós precisamos seguir a nossa.

Nesse turbilhão, sinto a solidão. Sentada em frente ao computador, tendo a internet para me conectar com meus amigos — todos eles ocupados e distantes -, tenho que lidar com esse sentimento constante. Pesquisei que ele paralisa, que ele te prende na sua cadeira e não te faz sentir a sua vida.

A solidão se tornou uma companhia constante. Aprender a estar solitária, mas não se sentir solitária tem sido uma tarefa árdua. Conversar com meus pensamentos, que estão misturados a tantos sentimentos, trabalhar, dormir, fazer tudo e muito mais com a solidão. É, caro leitor, isso pesa cada vez mais em meu coração. Escrevo, leio, saio para andar de bicicleta. Mas ela parece que me segue para assim que eu estiver frágil, atacar. Só tenho uma única certeza, estou lutando e vou continuar a lutar.

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