Sobre fazer terapia, apertar o botão de excluir e a louça que não lavei.

Fui do céu ao inferno pelo menos 3 vezes ao dia neste mês. Tudo virou um caos: família, trabalho e meu relacionamento.

Meus vários relacionamentos. Tem uns que só existem na minha cabeça. Mas eu os amo mesmo assim.

Conversei com a terapeuta e ela me fez perceber uma coisa: eu não preciso ter medo de deixar pra trás uma coisa que, mesmo eu sabendo que me faz mal, eu continuo olhando… querendo.

Agosto foi o mês que eu aprendi a apertar o botão de “excluir”. E excluí mesmo. Sem dó.

Precisei apanhar muito para entender que tem coisas que precisam ser apagadas para que outras sejam escritas por cima. Mas você tem que tomar muito cuidado: qual história exatamente você quer escrever por cima? Você quer mesmo uma história nova ou apenas fazer uma versão da que já tinha escrito?

Pois é. Meu subconsciente sempre me pregando peças; eu achando que estava partindo para o novo, mas no fundo só estava procurando outra coisa igual ou parecida.

Maldição!

Mas agora eu parei de olhar pra trás. “Excluí”. E também dei tchau pra nova história que agora já é velha no aeroporto essa semana.

De todos os meus amores, nesse mês eu deixei 2. Foi necessário. Pra mim e pra eles.

E outros amores virão. Vai ser lindo e dolorido na mesma intensidade. A vida é isso.

E sobre a louça?

Amanhã eu lavo.



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