Anthrax, For All Kings (2016)
Hoje fui todo locão e metaleiro ouvir o disco novo do Anthrax. Até dar play me senti brevemente no auge do thrash metal, em 89, com calça jeans surrada e jaqueta de tachinha com patch de banda costurado toscamente. Mas quando a primeira faixa começou passou um filme do metal melódico na minha cabeça: tinha vocal em falsete, coro, orquestrações, e a porradaria era muito comedida. Fiquei perdido e fui ler as resenhas, que diziam isso mesmo, – músicas radiofônicas no geral, e a faixa final, mais pesada, para relembrar os velhos tempos. Me senti desapontado, quase traído, sendo que Slayer e Megadeth são da mesma geração e continuam fazendo discos ultraviolentos – e melhores, porque agora eles têm dinheiro pra investir em produção e você consegue definir todos os instrumentos direito nos fones de ouvido. Por outro lado pensei que o Metallica já havia mudado bastante há alguns anos, e então concluí que já passei dos 30, o thrash metal é outro e há uma série de bandas novas excelentes batendo cabelo em 2016. Seguimos.