CASTING DO PERA | Nossas escolhas para o elenco do filme da Liga da Justiça Sombria

Listamos atores e atrizes pros prováveis papeis de ‘Dark Universe’

Por Eduardo Pereira

Aconteceu. Quando menos se esperava, o filme da Liga da Justiça Sombria foi trazido de volta do mundo dos (projetos cinematográficos) mortos — de forma apropriadíssima, preciso dizer — direto para o universo dos DC Filmes. E, para melhorar, com um diretor de primeiríssima linha à sua frente: Doug Liman.

Pois eis que, agora, tem-se início um longo e árduo caminho de silêncio (ou não, vai que, né? :D) por parte do estúdio, até que enfim comecem a PIPOCAR novidades realmente empolgantes sobre Dark Universe — que é como, tudo indica, o filme vai se chamar.

Enquanto isso, resta a nós, fãs e entusiastas da Cultura Pop, apenas ESPECULAR. E é isso que o Pera Azeda vai fazer. \O/

Introduzindo nosso primeiro ~CASTING DO PERA~, vamos listar aqui dois nomes de atores/atrizes TOTALMENTE EXCELENTES para cada um dos papeis que, pelo que consta, vão compor a Liga da Justiça Sombria em seu vindouro filme.

Bora? ;D

Desafiador (Deadman): Oscar Isaac/Diego Luna

Pra começar: não. Boston Brand, o Desafiador, não é LATINO, nos quadrinhos. É um cara branco de cabelo preto. MAS, já que estamos em 2016, todos os personagens da Liga da Justiça Sombria que devem pintar no filme são brancos, e isso seria simplesmente bizarro de se fazer na tela grande, vai ser latino, aqui, sim.

Porque representatividade importa (e é legal para CARALHO), galera. :D

Logo, a nossa ideia é que o intérprete do personagem tenha enorme carisma, alta habilidade dramática e muita desenvoltura física, de forma a CATALISAR o que é essencial para assimilar as características principais de Deadman: um ginasta circense talentosíssimo que, após ser assassinado, passa a vagar o mundo como uma alma ERRANTE, capaz de possuir qualquer corpo graças à bênção de uma divindade hindu.

Por tudo isso, nossa primeira escolha é Oscar Isaac. Depois de uma atuação aterrorizante (no pior dos sentidos) como Apocalipse no que, para mim, é o pior filme dos X-Men de todos (Origens: Wolverine é um caso à parte), o cara merece uma redenção. Pra isso, nada melhor que esse personagem que tem tudo pra servir o imenso talento do cara com cenas dramáticas, ao mesmo tempo que permite a ele uma movimentação que o traje de Ivan Ooze do filme de Bryan Singer não permitiu.

E quando Isaac se move livremente, MÁGICA ACONTECE. :’)

O plano B para o personagem seria o carismático Diego Luna, que deve BOMBAR depois que Rogue One: Uma História Star Wars chegar aos cinemas, mas que, hoje, ainda não é tão ~badalado~ (e, por isso, custaria menos que nosso querido Poe Dameron). Além disso, ele permitiria uma abordagem mais jovem e cool para Boston Brand, coisa que com Isaac não rolaria tão bem.

Zatanna: Nathalie Emmanuel/Gemma Arterton

Mais uma mudança de etnia que faria fanboy que disfarça preconceito com PURISMO pirar, a filha do poderoso mágico John Zatara e descendente da raça mística Homo Magi, Zatanna, só pode ser vivida pela expoente atriz britânica Nathalie Emmanuel.

Uma das heroínas mais poderosas e menos bem utilizadas dos quadrinhos, a mágica poderia atualizar as definições de EMPODERAMENTO se fosse interpretada por uma atriz negra, abrindo aí precedentes para uma repaginação de sua origem (podendo envolver um pouco de cultura africana, muito rica no misticismo) e em seu visual (que, esperamos, consiga fugir da exploração desenfreada que a personagem vem sofrido cada vez mais nas mãos de artistas homens).

Agora, no caso do estúdio preferir manter o visual ~clássico~ da personagem, nosso plano B seria a também britânica Gemma Arterton. Uma atriz pra lá de competente, mas que infelizmente nunca recebeu AQUELE papel, ela seria perfeita para viver a mágica por ser capaz de transitar naturalmente entre a doçura e a inocência e entre a malícia e força inerentes à Zatanna.

Dá até para imaginar os diálogos ácidos com um certo mago fumante. ;)

Etrigan/Jason Blood: Ben Barnes/David Boreanaz

Provavelmente a escolha mais QUESTIONÁVEL (para você, leitor) desse casting. Ben Barnes como Jason Blood e seu alter ego, o demônio Etrigan, é uma ideia que nasceu da graça que tem escalar um ator para trampar se contrapondo ao seu estereótipo. De um lado, a cara de bebê do Príncipe Caspian. Do outro, a face de um demônio recém-saído do inferno (fica aí a questão: feito com efeitos práticos, a la Crocodilo, ou por CGI?).

Com certeza, areação do público ao ver a transformação do elegante Jason, um imortal ex-cavaleiro do Rei Arthur, em uma besta do HADES, seria tão magnífica quanto a dos outros personagens do longa. Puro OURO audiovisual.

Agora, se a pegada fosse ter um Jason Blood de aparência mais madura (e não se engane, Barnes já tem 36 anos o_O), David Boreanaz (sim, o Angel) seria a cartada PERFEITA. Tipo, olha para a cara do maluco. Sério. Agora, imagina uma mecha de cabelo branco ali no meio da cabeça dele. Sim, é Jason Blood cagado e cuspido. Além disso, aos 47 anos, o cara tá num shape que grita IMORTALIDADE. Joga um cabelo comprido e uma barbinha, e já tá pronto para fazer flashback na Idade Média, aliás.

Droga, as duas opções são tão boas que podiam escalar logo os dois: Ben para Jason, David para Etrigan. IMAGINA QUE LOUCURA! O:

Monstro do Pântano: Liam Neeson/Djimon Honsou

Uma entidade natural maior que a própria vida, de imenso poder, tamanho, presença e, ao mesmo tempo, sabedoria, o Monstro do Pântano seria um dos personagens mais divertidos de escalar. Para vivê-lo, um ator teria de ser fantástico no seu trampo, grande e, ainda, ter uma magnífica voz, capaz de se sobressair em meio ao CGI que, indiscutivelmente seria necessário para trazê-lo à vida. E quem melhor para isso do que o cara que melhor incorporou um leão-metáfora para o Deus Cristão, Liam Nesson, hein?

Sério, o cara é o perfeito fodão, capaz de chutar bundas e ao mesmo tempo te fazer meditar sobre a vida e seus desdobramentos como um documentário existencialista da BBC, só ao pronunciar umas palavrinhas com aquela BELA DUMA VOZ. Da altura de seus 1m93, Neeson seria extremamente imponente, até mesmo usando aquele macacão de motion capture nada respeitoso. Seria também a chance do cara revisitar os filmes de super-herói, anos depois de Darkman — Vingança Sem Rosto, seu primeiro mergulho nesse universo.

Além disso, Neeson seria ainda a escolha perfeita para qualquer abordagem ao personagem — fosse ele o homem que virou planta, Alec Holland, ou “a planta que pensou ser Alec Holland, que estava tentando seu melhor para SER Alec Holland”, como já disse o mestre Alan Moore.

Agora, na ausência de Bryan Mills, ZERO problema. O MONSTRO Djimon Honsou ator de altíssimo calibre que tem, ultimamente, recebido péssimos papeis por motivos que só posso chamar de claro racismo estrututal hollywoodiano — faria tudo que Neeson faz e mais um pouco. Duvida? Favor checar: Diamante de Sangue.

John Constantine: Ewan McGregor/Colin Farrell

E enfim, chegou: o grande favorito dos fãs. O cara que, graças a Keanu Reeves (e um pouquinho a Matt Ryan), chegará às telonas mais conhecido que seus colegas de Artes Ocultas. O maluco, borderline suicida, bissexual, fumante compulsivo e caloteiro profissional, John Constantine.

Cujo único intérprete POSSÍVEL é Obi-Wan Kenobi.

Ok, confesso que comecei a pensar nesta lista toda tendo Colin Farrell, um dos últimos BAD BOYS de Hollywood, em mente pro papel. Depois de virar meio piada interna com Demolidor (em que, na boa, ele tá SENSACIONAL) e Alexandre (que… bom… cuén mesmo, né?), o irlandês tem se fixado cada vez mais como um ator de altíssimo nível, com papeis brilhantes em comédias sombrias como Na Mira do Chefe e A Lagosta.

Mas mudei de ideia.

Sério, pensa que sensacional seria o empenho de Ewan McGregor, um dos melhores (e menos reconhecidos) atores de sua geração, em ir contra a carinha de bom moço que a maioria de seus papeis recentes lhe conferiram, vivendo o mais nojentão, babacão, irreverente e politicamente incorreto Constantine que o mundo já viu? Já quarentão e com um sotaque cockney carregado que ele, manjador de trabalho vocal (ele será o Lumiére no live action de A Bela e A Fera), tiraria de letra mole, mole?

Agora, imagine isso aliado ao imenso carisma e STARPOWER dele, liderando a Liga da Justiça Sombria num universo que — como o encontro entre Pistoleiro e Batman em Esquadrão Suicida demonstrou — CARECE do brilho advindo da interação de GRANDES estrelas?

Sim, cara. Obi-Wan é o único John Constantine possível!

E se você duvida, toma a foto lá de cima em sua versão INTEIRIÇA. E observe a tranquilidade no rosto de quem DOESN’T. GIVE. A. SINGLE. FUCK.

BÔNUS

Primeiro dos Caídos: Timothy Olyphant

É óbvio que um filme da Liga da Justiça Sombria precisará de uma boa leva de vilões para justificar a concentração de poder que esse grupo representa. Por isso, entre tantos personagens brilhantes que poderiam ser escalados para trazer pesadelos à equipe, a representação de Garth Ennis para Lúcifer, em Hellblazer, seria perfeita.

Melhor ainda se vivida por Timothy Olyphant.

Imagine só: em primeiro plano, uma ameaça mais concreta. Porém, nas sombras, o verdade DEABÃO, O Primeiro dos Caídos, puxa todas as cordas. E ele não é um bichão vermelho horroroso o tempo todo. Ele é também esse cara tranquilão, relaxado, de quem você certamente gostaria de ser amigo, à primeira vista. Ele é exatamente como Olyphant em suas brilhantes entrevistas. E é o diabo.

Que combo!

Madame Xanadu: Salma Hayek

Na época em que o projeto seguia nas mãos de Del Toro, a bruxa Madame Xanadu figurava como uma personagem provável da adaptação. Carente de personagens femininas, ao menos segundo os boatos mais recentes sobre a escalação da equipe nas telonas, ela seria uma excelente opção para dar uma aliviada na Festa da Salsicha dessa equipe, podendo ser usada como heroína, mas também como uma ANTAGONISTA.

E por que não escalar Salma Hayek no papel?

Muito subestimada (e relegada a participações em filmes do Adam Sandler, nos últimos tempos), a atriz seria perfeita para reproduzir a aura de mistério e encanto que cerca a personagem. Adiciona aí toda a tensão que, nos quadrinhos, existe entre o histórico de Xanadu e Zatanna, e temos um prato cheio de oportunidade narrativas a ser devorado. ;D

E aí, o que achou da lista? Comenta aí. Sem dó! \O\

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