MTV Unplugged e o retorno do “M” à MTV :D

Reboot do programa histórico faz parte de reaproximação do canal com a música. Pretexto pra relembrarmos bons sons..?

Por Eduardo Pereira

Todo mundo lembra da época que a MTV era relevante no Brasil, né? Se você viveu sua adolescência entre os anos 90 e 2000, provavelmente não só lembra, como chegou a ter um período da vida totalmente centrado na programação da ~Televisão de Música tupiniquim — tenha sido ele motivado pelos clipes constantes, pelos programas de auditório totalmente subversivos, pelo humor sem pudores de programas como Hermes e Renato, ou simplesmente por amar ou odiar/não entender aquelas vinhetas DO TINHOSO que passavam no canal.

Se você se lembra de tudo isso, definitivamente se lembra também do conteúdo que chegava enlatado, vindo lá da gringa, aqui. Eram os shows, os REALITY shows, as animações (algumas delas, já que sempre teremos Fudêncio e a Mega Liga ❤) e, claro, os especiais. A maioria não ganhava versão brasileira (Herbert Richers), mas uns poucos selecionados, sim, como foi o caso do MTV Unplugged, nomeado AUTOEXPLICATIVAMENTE em Terra Brasilis de Acústico MTV.

Agora, vamos de volta ao tempo atual. A MTV Brasil, como conhecemos (e gostamos de lembrar) está morta. O que restou dela, um braço que parece o balde de reciclagem do canal original atual, já não tem (quase) nada de música. Te pergunto: nesse cenário, há alguma esperança para os saudosos daquele tempo áureo da TEVÊ EME?!

Sim. E pasme, chama-se MTV Unplugged.

Sem nunca ter de fato morrido (desde 2000, quando deixou de fazer parte da grade fixa do canal, o formato vem sendo revitalizado para diversas “edições especiais”, com participações de artistas como Florence + the Machine e Alicia Keys), o programa — deve ganhar, ainda este ano, um reboot. Tudo graças ao pedido do público e dos investidores por mais música no canal, afirmou ao Deadline o novo presidente do canal, Sean Atkins.

A ideia, segundo o cara, é fazer justiça ao “M” de MTV “por meio de um filtro que traga o único e o inesperado de volta [ao canal], inspirado por música e a cultura popular [ou POP, pros íntimos ;*]”. Esse resgate, no entanto, não vai rolar só por meio davolta do acústico, já que outros programas musicais — MA OE — estão previstos para a grade, como o semanal Wonderland, que trará apresentações musicais LIVE, e uma competição de músicas produzida por Mark Burnett (responsável por sete temporadas de O Aprendiz) que, esperamos, contará com sua própria versão de PABLO. :D

Só que é a grife do Unplugged o que certamente atrairá mais atenção entre os amantes da música e, principalmente, órfãos da MTV de outrora. Durante seu auge, o programa tonou-se um marco da televisão mundial, inspirando diversas versões em outros canais voltados à música (cof, cof, VH1) e registrando algumas das mais icônicas apresentações musicais das últimas décadas.

Foi sob o selo do programa que Eric Clapton apresentou a melhor versão de Layla possível. Tesão total de música e mais um atestado do porque o cara, apesar de todos os pesares, é FODÃO.

Também no Unplugged, Jimmy Page e Robert Plant fizeram uma de suas raras reuniões pós-final do Led Zeppelin. Mesmo sem a presença de Bonzo (por motivos óbvios) ou John Paul Jones (que nem sequer foi convidado a participar), um reencontro digno de lágrimas de qualquer ~classic rocker.

Uma das melhores coisas que os anos 90 deram ao mundo, a deusa canadense do Pop Rock, Alanis Morisette, também ficou marcada na história do programa tocando hits do seu CLÁSSICO SUPREMO, Jagged Little Pill, com uma cadência que conferiu uma profundidade totalmente diferente ao deveras ~raivoso álbum.

E como se tudo isso não fosse o bastante, o programa ainda serviu de palco para a despedida não oficial de Kurt Cobain, certamente uma das figuras mais influentes do mundo nos anos 90, da vida, em uma ironicamente lúgubre apresentação, desprovida de muitos hits e repleta de covers, mas nem por isso menos memorável.

Esperar que a nova versão do Unplugged seja capaz de reeditar esses momentos históricos, seja em brilho, seja em qualidade, pode ser querer desejar voltar ao tempo da velha MTV, especialmente se levarmos em conto a diretriz do reboot em “resetar o formato [do programa] no mundo de vídeos em multiplataforma de hoje”, o que já deve conferir a ele uma pegada mais pop, mais VIRAL.

Ainda assim, ver a MTV, depois de tanto tempo se tornando mais e mais um canal Sony para adolescente, se reaproximar de suas raízes musicais é promissor demais. E se isso inspirar o braço do canal por aqui, quem sabe o que pode rolar de bom? :D

Ao menos uns episódios enlatados, vindos de lá, espero.

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