Guichê risada
Na polícia eu quero jogar um pedregulho
como ladrão algum pensara fazer.
E com isso nascer um poema maduro,
reto, de alabastro, como o pinguim na neve a descer.
Me desespero que só meu neto, no futuro
vá me tirar do desprezo para poder ler.
E que, no seu bendito ar puberal
saiba-me ler e também entender.
Essa minha verve apática da gordura
hei de luzir, hei de fazer sorrir.
Sovaco de Baco sob o paetê,
Mas ninguém gargalha: pedra no culo,
cavalo cagando no vórtex, enquanto Facundo,
não é piada, no guichê deixa-se entrever.