
Mirrorless vai mudar para sempre a Fotografia
Fotografia ao alcance de Todos — por Ronald Peret
Estas novas câmeras podem capturar fotos e vídeos ótimos, e em alguns casos melhor, do que os dos seus rivais com espelhos.
O quanto mudou entre uma DSLR de um profissional e uma câmera compacta de bolso, e o quanto a forma de digamos armazenarem a imagem desde o inicio, mudou e evoluiu. Vamos voltar um pouco no tempo, exatamente no ano de 1975, vamos encontrar Steve Sasson em seu laboratório da Kodak, criando uma engenhoca que foi mostrada para executivos da Kodak, somente em 1976 com o nome de “Fotografia sem Filme”. Sabe o que aconteceu, não vingou, e muito provavelmente a possibilidade de se fazer fotografia sem filme, não deve ter animado os executivos da maior fabricante de filmes.

De uma maneira irônica, hoje esta mesma companhia luta para se reinventar por conta do mercado digital. A notícia mais atualizada oriunda dos “iluminados” executivos da empresa é que eles vão voltar a produzir filmes fotográficos para os mercados pobres do mundo. Ainda não caiu a ficha para eles que a tecnologia digital, já está acessível para quase todas as camadas sociais. Vale lembrar que somente em 2001 a Kodak assumiu publicamente que teve em suas mãos a primeira câmera fotográfica digital do mundo. Infelizmente eles perderam o bonde da história.

A minha história pessoal dentro da fotografia, início lá atrás quando por razões econômicas o filme 135 (conhecido como 35 mm), gerava os famosíssimos, ‘meio quadro’, explicando melhor um filme de 36 poses, gerava 72 quadros, como era difícil revelar este micro negativos, seguindo em frente fui experimentando e trabalhando com o 16mm; 110; 126; 135 gerando fotogramas de 24x36mm; surgiu também os 24x72mm, dando origem a fotografias panorâmicas;

um formato que recebeu as maiores inovações tecnológicas, e uma versatilidade e disponibilidade de opções para todos: amadores e profissionais. Sem duvida alguma o que mais usei, tenho arquivado dezenas de milhares de slides e negativos oriundos deste formato.

O mais profissional o médio formato: 120 e 220 eram os filmes mais utilizado por profissionais, sobretudo quando se fotografava em estúdio, para propaganda e eventos sociais; o número de poses era determinado pela câmera, sendo mais comuns os formatos 6x6 (12 poses) e 4,5x6 (15 poses), mas o meu tamanho favorito era o 6x7, sem duvida alguma, até sinto um pouco de saudade visto que usava ele inclusive em fotografia de natureza;

Vamos seguir em frente para o grande formado, quem abrange diversos tamanhos em polegadas: 4x5, 8x10 e o 11x24 o único formato que não usei, as câmeras são enormes e a sua aplicação, era quando necessitava do máximo qualidade, pois produziam fotografias de alta resolução e extremamente precisas.

Que história!! mas não acaba ai, teve um formato que foi apresentado ao público oficialmente em 22 de abril de 1996, o APS que teve uma existência efêmera, mesmo assim ainda tenho até hoje, uma câmera neste formato e alguns cartuchos. Ela perdeu o mercado para as câmeras digitais, mas ajudou a gerar câmeras menores.

Caramba que volta o tempo; mas foi em 1993 com uma Fuji DS200, a primeira câmera fotográfica digital com flash embutido, a minha entrada neste novo universo. Em 1995, ao adquirir uma Casio QV-10, a primeira câmera com a tela de LCD, que entrei de vez na era da Fotografia Digital. Desde então as câmeras fotográficas digitais tiveram uma evolução muito rápida, e elas não param de evoluir, em tempos cada vez menores.
Voltando ao assunto das Mirrorless. A Canon disse que as vendas de suas câmeras com lentes intercambiáveis, uma categoria que inclui o DSLR (abreviação de single-lens reflex digital), estão abaixo de 17 por cento em todo o mundo, enquanto a Nikon relatou um mergulho de 19 por cento.
Os dois gigantes estão sofrendo, em parte, pelo fato de uma grande parte dos fotógrafos estão adquirindo sistemas mirrorless. Estas novas câmeras, que são menores e mais portáteis, podem agora capturar fotos e vídeo que são tão bons, e em alguns casos até melhores, do que os dos seus rivais com espelhos.

As câmeras diminuem seu peso, abandonando o espelho e visor óptico de uma DSLR, mas ganhar poder com sensores de ultra-alta resolução. O melhor desses novos dispositivos vem da Sony, que relatou este verão que a receita de suas vendas mirrorless subiu 66 por cento em relação ao ano anterior. A Canon e Nikon também têm conseguindo produzir ótimas câmeras mirrorless, e analistas preveem que estas duas poderosas, irão ofereçam novas opções para diminuir a vantagem da Sony.

Esta é uma grande notícia para amadores, que querem câmera poderosa para levar em suas viagens. É ainda melhor notícia vai para os profissionais, que podem usar essas câmeras para filmar vídeo e fotos melhores do que antes.
A muito tempo já venho diminuindo a bagagem, gosto da fotografia de natureza e da fotografia de rua (Street Photography), foi o praticamente o silencio ao capturar e o formato compacto que me deixou e me deixa feliz, adoro esta bem equipando, quando pedalo ou caminho por ai, e as compactas sempre me permitiram capturar imagens ótimas, posso ir a qualquer lugar e fazer qualquer coisa com uma câmera compacta.
As câmeras mirrorless não são perfeitas, ‘ainda’, no momento, a sua principal desvantagem é a velocidade: as DSLRs podem disparar mais quadros por segundo e focalizar e capturar mais rápido; ainda e necessário uma DSLR sempre que ele precisa para captar o movimento de alta velocidade. Mas as câmeras mirrorless provavelmente vai fechar essa lacuna em um par de anos e câmeras mirrorless vai ser a escolha número, tanto para os profissionais, quanto os amadores. Pode ter certeza as DSLRs não vão desaparecer completamente, mas a tecnologia será antiquada.
Pense nisso o vinil não desapareceu, mas … não há nenhuma razão real que necessite dele existir. Será o mesmo com DSLRs. Estas câmeras vão ficar por aqui, não porque elas carecem estar, mas pelo simples fato das pessoas gostarem delas.
