Constantemente, a constante da mente é pernoitar em martírios, raciocínios viciosos e maliciosos que tentam a me culpar e insistem em reafirmar minha insignificancia. É como se o subconsciente palmilhasse promissoriamente em bastidores visando atingir o protagonismo e dando holofote as minhas dores, não importa o tamanho da coleção dos meus momentos bons, os vinhos, as viagens, os amigos os caminhos tudo leva-me de encontro ao vazio e pede reflexão e ai que vem a solidão, a gente nasce e morre sozinho mas esse intervalo, essa entrelinha é que parece existir mesquinha tão mesquinha e impetuosa quer atenção e não da nó em vão no ato de ofuscar todo o enredo em volta, a biologia chama de neurologia a filosofia de moral eu acho que é uma insanidade ideal pra nos situar do nosso real tamanho nesse universo, tão meros nos agigantamos até mesmo os problemas ampliamos pra se aprovar.

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