Sinto tua falta
Sinto todo dia
Sinto, e sinto raiva
Depois vem a calmaria
Mas o que perdura é a agonia

De saudade e melancolia
Vivo meus dias
Essa cidade ficou mais cinza 
O verde dos teus olhos agora ausentes
Compõe uma sinfonia descompansa 
Como uma desgraça, um rio morto sem correntes.

Não sei quando passa
Mas sei do presente
Eu passo pela nossa praça 
Te tenho em mente
E acabou-se a graça teu eu indiferente.

Eu fujo, covarde pra muito longe 
Tu nem me procuras nas esquinas ou nas ruas e eu to além do horizonte.
Em outro continente, em outra dimensão, tentando matar as lembranças daquele verão.

Embalada por aquela da Beth Carvalho
Teu passado, minha esperança.. 
Eu que fiquei pra tras e vi e senti 
É só que nada é capaz de te extrair
E não venha de rodeios me julgar
O erro não foi só meu, nosso caso era bilateral e não me fale de fraquezas pois do monte ao litoral eu vivo pra apagar esse mal.. 
Mas nesse mundo moinho de cartola a toquinho as canções me trazem de volta pra nós.. Essa eterna bohemia.. Voce se tornou a garota da qual falam as canções.

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