Hidrelétrica Itá: O que causou!

Alunos pesquisam para descobrir consequências positivas e negativas para a cidade de Itá e seus arredores.
Visão aérea da UHE Itá (Créditos: http://www.radioalianca.com.br/web-files/uploads/noticias/57bfa9adf9ae60df7cd54ac3e13375f6.jpg)

Os alunos do 9º Ano do Colégio de Aplicação — UFSC foram para as cidades de Aratiba e Erechim, no estado do Rio Grande do Sul, e também para a cidade de Itá, no estado de Santa Catarina, para investigar o que se perdeu de memórias na alagação da antiga cidade de Itá, em função da construção da UHE (Usina Hidrelétrica) de Itá, e também o que foi ganho, além de o que os afetados pela construção acharam sobre a UHE, e como a empresa tratou os moradores.

O município de Itá foi fundado em 1919, em 07 de janeiro de 1924 foi elevado à categoria de Distrito, em 13 de dezembro de 1956 adquiriu sua emancipação político-administrativa, tornando-se um município. Situa-se no vale do Rio Uruguai, que é um dos principais rios de Santa Catarina. Seus principais produtos eram a Uva, Cachaça e, a partir da cachaça, o açúcar, a rapadura, o melado e o bagaço de cana, conforme dados disponíveis no site da Prefeitura Municipal de Itá. Conforme o site: https://pt.wikipedia.org/wiki/It%C3%A1_(Santa_Catarina)

Nos anos 90, a antiga cidade de Itá foi movida, para se construir uma usina, que alagaria a antiga cidade, do vale onde ficava para o topo de um morro, que fica a poucos quilômetros da antiga cidade.

Conforme o site: https://pt.wikipedia.org/wiki/It%C3%A1_(Santa_Catarina)

A usina, aproveitando um desnível de 105 metros, teria uma capacidade instalada de 1.450 MW. A água do Rio Uruguai cobriria toda a área da cidade, então a Prefeitura de Itá e a Eletrosul foram responsáveis pela indenização das 3.560 famílias atingidas, que perderam 3.219 propriedades e 39 núcleos rurais. A estrutura da nova cidade foi planejada com estradas de ligação ao interior do município, e mais de 95% delas são asfaltadas. Também é servida energia elétrica, rede de água, rede de esgoto, coleta diária de resíduos, arborização e ajardinamento. Na área da saúde, o município conta com um hospital conveniado com o SUS, para atendimento de baixa e média complexidade, com 42 leitos. Conta também com três unidades sanitárias e três equipes do Programa Saúde, onde são desenvolvidos trabalhos preventivos e curativos da saúde pública, conforme dados disponíveis na Wikipédia.

Praça central de Itá, mostrando pedra que deu origem para o nome da cidade (Créditos: Pesquisadores)

A usina foi inaugurada em 19 de setembro de 1997. O reservatório de Itá inunda aproximadamente 103 km² de terras, a maioria com em média 17 hectares, abrangendo um total de onze municípios, sete em Santa Catarina: Itá, Arabutã, Concórdia, Alto Bela Vista, Ipira, Peritiba e Piratuba, e quatro no Rio Grande do Sul: Aratiba, Mariano Moro, Severiano de Almeida e Marcelino Ramos.

O alagamento da cidade antiga para a construção da barragem provocou muitas consequências, como por exemplo, a prefeitura e a estatal (Eletrosul), que foram responsáveis pela obra da usina indenizaram as famílias e começaram as obras para a construção da nova cidade de Itá, ao lado da velha cidade, mas em uma altitude maior. As águas do Rio Uruguai inundaram a velha cidade, restaram visíveis apenas as torres da velha igreja, que hoje servem como ponto turístico da cidade. Conforme o site: https://pt.wikipedia.org/wiki/It%C3%A1_(Santa_Catarina)

Visão frontal da UHE Itá (Créditos: Pesquisadores)

Entrevistamos diversos moradores, entre eles Marisa, monitora da Casa de Cultura de Itá, lugar dedicado à conservação das memórias da antiga Itá, que declara que acha que o lado financeiro da indenização foi bom e que o lago ajudou a cidade no lado turístico, porém também declara que, se for olhar pelo lado do meio ambiente, a população deveria ser contra a construção, mas também que a UHE foi necessária para o desenvolvimento da região e do país.

Foto de entrevista da senhora Marisa, realizada na Casa de Memória (Créditos: Pesquisadores)

Também entrevistamos Dalva, que trabalha como guia turística, que declara que a indenização foi justa para todos, e que todos receberam a mesma coisa que tinha na cidade antiga. Dalva também reforça que muitas memórias foram perdidas, mas muitas outras memórias também foram preservadas.

Foto de entrevista realizada com a senhora Dalva, na praça central de Itá. (Créditos: Pesquisadores)

Entrevistamos também Alucir, que é o diretor geral do hospital de Aratiba, que falou que a relocação foi um grande transtorno para as comunidades, e que foi, socialmente um problema, mas que, economicamente, foi bom para o município, e também que perdeu contato com muitos amigos e familiares.

Foto de entrevista com o senhor Alucir, realizada em Aratiba (Créditos: Pesquisadores)

Aratiba é o 117º município criado no Estado do Rio Grande do Sul e iniciou sua colonização em 1917 quando se instalaram aqui os primeiros povoados que adquiriram suas colônias da CIA LUCE E ROSA S/A, responsável pela exploração destas terras que foram parte do Município de Erechim.

Foto do Rio Uruguai na parte do lago formado pela barragem, no lugarejo de Sarandi, Aratiba. Essa escadaria dava acesso à igreja local, hoje abandonada. (Créditos: Pesquisadores)

Na cidade de Itá, visitamos a Casa Da Memória Alberton Casa Da Cultura, essa casa foi reconstruída na cidade nova, sendo preservada igual à arquitetura original. Ela possui algumas peças decorativas de época dentro de casa. Por exemplo: objetos de um armazém que existia na casa.

Fotos do interior da Casa de Memória de Itá (Créditos: Pesquisadores)

Entrevistamos vários moradores das cidades visitadas, incluindo o prefeito Palludo, da época das negociações com a usina, e uma moradora de Aratiba, que também é um membro do MAB.

Foto de uma entrevista com um membro do MAB, realizada em Aratiba (Créditos: Pesquisadores)

Entrevistamos o Elvis, que foi um morador que viveu na antiga Itá e ainda mora em Itá (nova cidade). Ele falou que foi um dos poucos que viveu lá. Elvis possuía muitas lembranças da velha Itá. Mesmo sendo criança quando se realocou de uma cidade para a outra.

Foto de entrevista realizada com o seu Elvis, na praça central de Itá (Créditos: Pesquisadores)
Pesquisadores:
Beatriz Domingos Quint
Gabriel Mengato Chiarelli de Souza Scalon
Juliana Lima Marciano
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