Congresso da ABRATES 2015 — Abertura

Hoje foi o primeiro dia do VI Congresso Internacional de Tradução e Interpretação da Associação Brasileira de Tradutores e Intérpretes (ABRATES), uma associação que até poucos anos era apenas um pequeno grupo de membros resmungando que tradução não dava dinheiro e agora reúne centenas de pessoas num congresso, vindas de várias partes do país e de vários lugares do mundo, dando a oportunidade para diversas pessoas crescerem profissionalmente, amparadas por uma entidade cada vez mais forte e antenada com as necessidades de seus associados.

Desde 2013, o Congresso, que antes acontecia de dois em dois anos, passou a ser anual. Seu crescimento, segundo os organizadores, foi rápido e sólido — em Belo Horizonte (2013) foram pouco mais de 300 pessoas. Em 2014, no Rio de Janeiro, houve quórum de mais de 400 pessoas e uma fila de espera de quase 100 por motivos de espaço. À época, um dos diretores da associação, Renato Beninatto, lançou o desafio para 2015 — São Paulo, 1000 pessoas. No início, todos riram da boa vontade e do otimismo do Renato. Pois a contagem ainda prévia feita hoje, na abertura do Congresso, foi de mais de 840 inscritos, 70 deles só hoje. Como o próprio Renato explicou, 1000 era a meta ideal, e todo o Congresso foi pensado para esse número. E foi por pouco. Até agora.

Recebemos as boas-vindas da equipe da diretoria da ABRATES através do tesoureiro, William Cassemiro, que passou a palavra para a presidente, Liane Lazoski. Depois, Iara Brazil fez comentários sobre as regionais, o aplicativo feito para o Congresso, as associações e patrocinadores. Liane retomou a palavra e anunciou novidades, entre elas uma parceria com o PayPal, que dará desconto nas taxas cobradas aos associados da ABRATES.

O keynote speaker foi Robert Lane Greene, escritor norte-americano apaixonado por idiomas e correspondente do NY Times. Iniciou sua palestra em português, mas logo passou para o inglês para comentar sobre os idiomas no mundo, a importância da profissão, seu amor pelo Brasil e pelo nosso idioma e tantas oportunidades que se oferecerem atualmente aos apaixonados por idiomas como nós, tradutores. Depois da sessão de perguntas, fomos para o coquetel que, como sempre, foi muito animado.

Reencontrar pessoas que vemos muitas vezes apenas em congressos, conhecer outras pessoas, discutir nossa profissão, estar entre "iguais", mesmo que cada um trilhando seu caminho, é enriquecedor. Participo do Congresso da ABRATES desde 2013, ano que representou uma certa virada nos rumos da associação, e fico muito feliz de continuar presente nesta história de inevitável sucesso. Espero que os participantes desta sexta edição se sensibilizem para o fato de que uma associação é feita de associados e para que ela faça qualquer coisa pela classe é necessário que os profissionais façam a sua parte — associar-se, participar de eventos, divulgar para depois cobrar da associação posicionamentos. Quando nós, tradutores, entendermos a importância de uma entidade de classe forte, conseguiremos avançar muito mais.

E agora, vamos dar o ponto final da palestra "Vamos fugir do tradutês?", com o grupo Ponte de Letras. Será às 11h20, na Sala 5. Esperamos vocês lá.

P.S.: Para acompanhar no Twitter, Facebook e afins, siga a hashtag #abrates15

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