Petruquio Souza
Aug 8, 2017 · 1 min read

Ultimamente eu to querendo debandar, sumir de tudo que faz pensar,
Essa coisa de fazer oque tem de fazer, vou te dizer

Tenho hambre de ser livre e o julgamento bate a porta
Eu não to nem ai para oque diz essa porca,
vou dar aperto nesse parafuso, com a chave das palavras,
fazer o motor mais potente de todas as safras,
essa colheita já é obrigatória, então vamos confundir
você pode dizer que é falatória, falar oque viu, mas nunca vai saber oque é sentir.

Eu to tentando te dizer, que aqui você é feito pra viver
no meio dos erros, desregramento do trato, você pode escolher
Criaram esse papel para tentar te tolher

Os que tem briga pra não ficar sem, enquanto a gente se vira com o que não convém
Qual foi a pior invenção do homem, a maldade? Te digo que foi essa ambiciosidade
Porque na selva se eu tivesse porco e você um iate, a gente fazia um trade.

Hoje veem carro, moto, role, antes era raro oque come,
Não posso nem reclamar, cresci sem pai, mas de brinde duas mães para amar.
E olha, essas veia teve que ralar, o menino bagunceiro pra casa se vai entrar.

Esse meu outro eu, que nem sabe se expressar
mora dentro dos meus medos mais profundos e vai se libertar
escrevendo eu me trato, fiz um trato, um acordo, com um rato.
Você escreve oque o mundo precisa saber antes que te mato.
Esse foi seu ultimo recado.

-Petruquio Souza

    Petruquio Souza

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    O capitão afunda com seu navio, aqui estou eu em mais um naufrágio.

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