Vai onde ir
Vem de tão tão distante, que ja virei o burro falante,
já chegou já chegou? Que agora sou vidente autor
vou passando, olhando esses caminho cheio de rastros
virei a direita na selva, e vou com meus passos
tanta coisa nova que eles nem imaginam, o imaginario
que se criou no meio desse caminho tão precario
E aquilo, faz oque tem com oque tem
nem pensa muito, trilha o seu que vem
to tipo papaleguas parando nas pedras do coiote
se esquivando do bote, esse navio vai afundar
crianças e mulheres primeiro, e homens ao mar
Se criou no meio do fundo sem ter onde ir,
Nem imaginaram que a unica saída é subir,
To ralando pique Julius, Calculando como Reddington
Se não aguenta chama o sus, quer uma bala de alcaçuz?
Cuidado depois de tudo ter virado, acha mesmo que a sorte é acaso
Se chama força de vontade, não não tenho piedade
A dor que eu canto te espanta, te espanca, é aquele no da garganta
Bebe mais uma pra descer essa espuma
O horizonte já vejo, como o por do sol para um percevejo
É distante obscuro, nado em meio a murmuro
cade os degraus pra subir nesse muro
Agora sou arquiteto, arquitedando os planos mais insanos
vou invadir o jabuti protestando com meus suburbanos
O sub que nos submeteram apenas por dinheiro
Criou um monstro no meio do desmazelo
-Petruquio Souza
