Ogígia

O vento sopra forte sobre a praia

As ondas quebram sobre a areia

Levando tudo em seu caminho

“É hora de ir”

Sussurram as borbulhas na água.

A jangada se aproxima

Serena e calma em meio o mar revolto

Não faça isso,

Eu imploro.

Mas é tarde

O seu olhar mira o horizonte

Não me vê aqui aos seus pés

Fique, fique, meu amor!

Mas minha voz morre no vento

Num ultimo toque, não sinto seu calor.

Então lá se vai a jangada

Levando o amor que prometeu ser eterno

Eu estou desmoronando

Eu estou morrendo a cada suspiro

Jogo-me no mar

As ondas abraçam-me com sua força

Revolvem-me, me desnorteiam e me arrastam para o fundo

Eu não consigo nadar

Meus gritos enchem meu estomago de água

Mas continuo te chamando

Meus pés não tocam o chão

É frio aqui

Meus olhos não veem mais a luz da lua

A lua que te dei de presente

Estou na escuridão

Não há mais nada

Suas mãos estão distantes

Não podem mais segurar as minhas e me puxar pra superfície

Volte, volte meu amor

Pois nesse mar de diamantes eu estou sozinho sem você

Pela eternidade

Fadado ao esquecimento

Em minha maldição

Entrego minha alma ao oceano.

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