Uma resenha sobre “Brasil, construtor de ruínas”, da jornalista Eliane Brum. (BRUM, Eliane. Brasil, construtor de ruínas: um olhar sobre o país, de Lula a Bolsonaro. Porto Alegre: Arquipélago Editorial, 2019. 290 p.)

“Brasil, construtor de ruínas”. Acho que este deveria ser um livro de leitura obrigatória para todos os brasileiros. Eliane Brum dá uma bela aula de história e escreve de maneira fluida e gostosa de se ler. Este é um livro que nos dá um panorama do que é o Brasil contemporâneo, desde o início do governo Lula até outubro de 2019. A jornalista tece críticas muito duras…


Há no céu uma meia lua
E há estes olhos que a veem
E há apenas eu - ninguém mais vem -
Solitária em meio ao mar noturno.
Carregando esta dor que tanto se insinua
Enquanto espero pela lua cheia
Pela qual a alma tanto anseia

[versão em inglês]

Half Moon

There is a half moon in the sky
And then, there is this eye that see it
And then, there is no one but me
Solitary in the night sea
Holding this pain and
Waiting for the moon to fill itself again


There is a half moon in the sky
And then, there is this eye that see it
And then, there is no one but me
Solitary in the night sea
Holding this pain and 
Waiting for the moon to fill itself again


Um dia acordei e o lado esquerdo da cama estava vazio. O travesseiro, do jeito que estava, intocado. Ainda havia um leve resquício do seu cheiro, mas ele também, assim como todas as suas outras coisas, estava começando a se diluir pelo tempo.

Naquele dia fazia tempo bom e eu sentia vontade de chorar apenas. Mas não havia tempo pra isso, pois já eram oito horas e eu precisava sair pra trabalhar. Me levantei e fui lavar o rosto. E aí percebi que a sua escova de dentes já não estava mais lá também. Mas, parece que até ontem mesmo…


Recado da vida

Eu sou a vida.
Pulsando em suas veias,
Um bilhete só de ida.
Para todo ser que se preze
Curta e breve.

Recado da Morte

Eu sou a morte.
É chegada a hora
Sem mais adiamentos,
Breves cumprimentos,
É agora.

Eu sou a morte.
Não faço distinção.
Posso levar até o
Mais forte

Em qualquer ocasião.
Eu sou a morte.
Bela para alguns,
Feia para outros.

A vida é efêmera,
Eu sou para sempre.
Num piscar de olhos
Levo toda essa gente.

Vida: Ah! que bela sou! Não sou? Estou em muitas células, em cada sopro de…


[Repost][Este conto também se encontra publicado na Revista Originais Reprovados #12]

Mais um dia de chuva, chuva intermitente. Uma hora, torrencial feito baldes d’água caindo do céu, outra hora um chuvisquinho miúdo, miúdo. Apoiando-se na janela aberta do quarto escuro, Tânia fumava um cigarro e escutava a água batendo no telhado. Sem aroma de terra molhada no ar. Em volta tudo concreto, concreto duro, cinzento e triste. Também, o que ela queria? Os cidadãos da urbe não tinham esse direito, tinham? O perfume da terra molhada, das flores, do mato? Não, não. Nem pensar. Só ao ar poluído e ao…


Naquela casa escura e gelada, não há mais revistas, livros, cadernos, nem um pedacinho de papel sequer para anotar as ideias ou deixar um bilhete. Há talvez um ou outro caderno de receitas antigas perdido por aí e algum guia de cidade com mapas desatualizados. Mas, há uma TV e um aparelho de rádio, e aparelhos de celular. Tanto a TV e o rádio sintonizam apenas em um canal e, em ambos, há vozes que vociferam palavras de ordem e falam mal daqueles que se opõem a elas, e falam sobre economia, política segurança-pública saúde e de que é preciso…


Se eu fumasse e tivesse por perto um maço de cigarros, hoje, agora neste momento, eu pegaria um, e o acenderia, e o fumaria, e tossiria feito uma desgraçada e pensaria não, não pode ser. Mas não há cigarro nenhum — pra minha sorte ou azar. Só há frio e uma solidão impertinente me rodeando.

Minhas mãos estão geladas, e o meu quarto está gelado, e o mundo todo parece estar congelando. Noite nublada. Garoa fina. Nariz congestionado. Garganta áspera.

Antes eu até gostava do inverno, mas hoje em dia já não gosto mais tanto. Esse tempo doido só me…


dedicado às minhas musas

Enquanto bebo meu chá de jasmin,
Penso em vocês e em mim
E de como surgiu no céu uma nova constelação.
Três estrelas em sintonia e integração.

A princípio, sobre a mesa de café da tarde
Havia apenas duas xícaras e uma chaleira,
Mas pouco a pouco e sem alarde
Acrescentou-se uma terceira.

No porta-retrato também notou-se a diferença.
Mais alguém chegou, pediu licença
E se acomodou no centro da fotografia
Formando uma composição em simetria.

Andorinha, andorinha, o verão está chegando?
Sim, está chegando, pois não estou sozinha.

Da varanda entra uma fresca brisa, E…


Saiu a primeira edição de a buraquinha, uma newsletter voltada à divulgação de produção feita por pessoas que não homens cis. pró lgbt+. Criada pela yamakat!

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Pharaela

Rapha não é a pessoa mais falante do mundo, mas na escrita solta o verbo. Contos, crônicas e poemas.

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