Inovação tecnológica — para quê?

Parcerias em investimentos tecnológicos culminam em performance, oportunidades e retorno financeiro ao Hospital e Maternidade Dr. Christóvão da Gama.

A chave para o futuro é nos garantirmos em soluções que assegurem padrões mínimos de interoperabilidade. A adoção de padrões como HL7*, aplicações WebNative e muito investimento em segurança da informação são requisitos obrigatórios neste novo cenário das organizações de saúde.

Márcio do Lago, CIO do Hospital e Maternidade Dr. Christóvão da Gama (HMCG), conta um pouco sobre os investimentos da instituição e a parceria com a Philips para inovação tecnológica. O HMCG, junto com a Philips, inaugurou um modelo de negócio conjunto que permitiu o compartilhamento dos riscos e ganhos. Prevendo a evolução dos modelos de verticalização e consolidação dos hospitais em grandes redes, enxergou na modernização o único caminho para continuar prestando serviços com qualidade. Por isso escolheu a Philips, cuja parceria viabilizaria um plano de negócios com modernização das tecnologias médicas no hospital, com os produtos totalmente integrados nativamente em HL7* com o sistema Tasy.

“É inexorável que a tecnologia, atualmente, atinja obsolescência cada vez mais rápido, então nutrir investimentos para se manter atualizado é muito mais inteligente que esperar o sucateamento para de novo reinvestir do zero”, afirma Márcio.

LIBERDADE PARA CRESCER X RETORNO DOS INVESTIMENTOS

Por ser piloto em uma tecnologia nova (Tasy-Java),os investimentos em infraestrutura de rede e serviços foram essenciais para que o projeto não fosse comprometido por falta de recursos. Os parceiros tinham a leitura clara dos refinamentos necessários para a aplicação e arquitetura a fim de melhor utilizar os recursos dos servidores e incrementar performance e estabilidade. O HMCG esgotou as melhorias necessárias nas estações e servidores ao ponto de a performance Delphi e Java ficarem similares na ponta, para os usuários. Segundo Márcio do Lago, a última aresta a acertar foi trabalhar o melhor uso dos Servidores de Aplicação. “Tínhamos uma máquina robusta, porém usando a Tecnologia TomCat não conseguíamos extrair todo seu potencial. Com o WebLogic conseguimos dividir o serviço em diversas instâncias concorrentes, permitindo muito mais performance e estabilidade da aplicação para os usuários”, destaca o CIO.

Considerando a utilização de bancos de dados robustos, nativamente o Tasy continuou usando a mesma plataforma de Banco Oracle versão 11, o que permitiu — durante todo o processo — trabalhar gradualmente a aderência dos usuários à versão Java, tendo a tranquilidade de aplicação continuar funcionando em Delphi.

Afinal, em tempos de modernidade surgem muitas oportunidades, por isso é importante planejar. Foi exatamente isso que o HMCG fez. Hoje, a instituição é livre para crescer, com a garantia da renovação tecnológica contratada. É provável que esses passos ainda tenham muitas outras etapas, por isso o HMCG já pensa em potencializar o uso do Tasy, revitalizando módulos já implantados e iniciando outras tecnologias, como o HTML5 e uso de mobilidade. Isso porque, além de todos os resultados obtidos com os investimentos em tecnologia, como performance e estabilidade, a instituição também encontrou indicativos de ROI (Return on Investiment): “Todo o planejamento foi concebido para ao final termos uma solução convergente e completa, sendo que o melhor termômetro é o incremento do nosso faturamento, desde o início até o final das fases”, conclui Márcio do Lago.

Sobre o HMCG

A instituição utiliza um pacote full da Philips: softwares Tasy, MultiMED e IntelliSpace PACS DCX, Iluminação, Patient Care e Imaging System

* 200 leitos

* 1.242 internações/mês

* 8.000 atendimentos no PA/mês

* 39.000 estudos (exames)/mês

* 900 usuários do sistema da informação

_____________________________

*HL7 refere-se ao mais alto nível do modelo de comunicação do ISO — International Standards Organization para o OSI — Open Systems Interconnection — o nível da utilização