
Tecnologia permite maior rastreabilidade de medicamentos e se aproxima da maior tendência atual: o mundo digital
Solução de mobilidade facilita o processo de checagem de medicamentos
Texto: Gisélle G. Olimpio
A tecnologia móvel tem transformado o modo como as pessoas se comunicam com o mundo. Na esfera da saúde não é diferente.
Sob a ótica da rastreabilidade, quando um medicamento chega à unidade de assistência na beira do leito ele já trilhou um grande caminho, desde a sua produção até o próximo passo que é a administração, e muitas vezes é difícil controlar os diversos elos dessa cadeia com rastreabilidade.
Ao olhar para o ciclo de utilização de um determinado medicamento, sob o ponto de vista das instituições de saúde, é indiscutível que os dias de todos os pacientes são diretamente afetados pelo tratamento que recebem, mas a recuperação está ligada a qualidade e a segurança no processo de administração de qualquer remédio. Confiabilidade é fundamental.
Nesse contexto, e com base em números bem expressivos que envolvem erros e altos custos, a ANVISA instituiu o sistema de rastrebilidade e codificação de medicamentos no Brasil, por meio da RDC (Resolução da Diretoria Colegiada) nº 54, de 10 de dezembro de 2013. Esta resolução deve ser implementada pelas instituições em até 3 anos e seu principal objetivo é o acompanhamento de toda a trajetória do medicamento.
As novas regras também se aplicam aos hospitais, que necessitam tomar iniciativas para se adequarem à RDC 54/2013, uma vez que etapas como a identificação correta, prescrição, distribuição, dispensação, monitoramento e uso de medicamentos, sem dúvida, fazem parte do processo de rastreabilidade.
Outra mudança que afeta diretamente o ciclo é a integração da informação. De que forma pode um único medicamento de um lote específico viajar por tantos pontos distintos? E mais, sem que nada se perca ou se misture? Baseadas em confiabilidade, cada vez mais as instituições da saúde buscam oferecer soluções de mobilidade para facilitar o processo e a comunicação. A mobilidade ganha espaço na esfera da saúde e torna-se uma aliada para rastrear medicamentos.
Rastreabilidade com checagem via PDA (Personal Digital Assistant)
Com as ferramentas certas o fluxo de trabalho torna-se mais fácil e seguro. Por isso, uma nova funcionalidade para PDA foi desenvolvida pela Philips para oferecer aos pacientes cada vez mais segurança assistencial, o que auxiliará os clientes a se adequarem à nova norma instituída pela ANVISA.
A checagem via PDA controla o medicamento enviado pela farmácia com completa rastreabilidade: desde a prescrição, dispensação, conferência até a administração.
O grande diferencial é que a partir da prescrição médica não é mais possível vincular ou dispensar algo que não foi prescrito. No momento em que o profissional faz a leitura por código de barras da pulseira do paciente, aparece a lista de medicamentos e diluentes e já é possível fazer a conferência dos itens prescritos e liberados pela farmácia. “A funcionalidade de checagem via PDA é, sem dúvida, um dos processos mais seguros que desenvolvemos no PDA (Personal Digital Assistent) nos últimos anos. Este processo consiste em controlar todas as etapas que envolvem a checagem das medicações. Dentre elas, destaca-se a conferência por leitor de código de barras individual de cada item dispensado pela farmácia. Este processo permite a conferência individual por paciente como também permite a consistência das quantidades dispensadas, auxiliando o profissional de enfermagem no controle e na segurança deste processo tão crítico. Esse controle também poderá ser acompanhado pelo paciente passando mais segurança do que está sendo administrado e de que forma este controle é efetivamente feito na instituição, processo este possibilitado pela tecnologia mobile”, relata a Enfª Camila Machado Missel, analista de Negócios da Philips.
REQUISITOS PARA UTILIZAÇÃO:
Ter o processo de dispensação que possua vínculo com conta paciente e com o número da prescrição. Pulseira de identificação do paciente com código de barras. Crachá de identificação do usuário.