O que aprendi com a carreira de desenvolvedor nos últimos anos?

Por volta dos 12 anos comecei a me interessar por desenvolvimento de software, inicialmente motivado a fazer um site, e que não dependesse de uma plataforma pronta, pois as achava muito limitadas e nunca ficava da forma que eu imaginava.

Movido pela curiosidade, comecei a pesquisar sobre o assunto e conheci o Joomla!, um CMS em PHP escrito em um framework próprio. Gostei bastante da experiência de mexer com Joomla! e seus templates, componentes e afins, então passei a ler mais sobre, e tentar entender como funcionavam os templates e extensões por debaixo dos panos e tentar construir as minhas próprias soluções.

Em paralelo, conheci também um simulador de computadores MSX, e vi que era totalmente diferente do que eu estava habituado, pois era necessário ter conhecimentos de programação pra operar o computador. Eis que conheço a linguagem BASIC, que era usada nos MSX, e que me fez buscar ainda mais conhecimentos na área, e a partir daí, foi um mundo sem volta.

Em poucos meses, ainda muito inexperiente, fui apresentado ao Ruby, que me abriu um leque de opções que até então eu não imaginava que existia, e me apaixonei pela linguagem, tanto pela sintaxe, quanto pela possibilidade de fazer coisas que PHP não fazia.

Depois de algumas experiências com freelas em Ruby, finalmente consegui meu primeiro emprego pra trabalhar com Ruby, em uma empresa chamada Assembla, e apesar do pouco tempo que passei com eles, aprendi como uma grande equipe funcionava, e o que era preciso pra desenvolver uma aplicação de larga escala utilizando de boas práticas de desenvolvimento.

Hoje, com pouco mais de 7 anos de experiência como desenvolvedor, aprendi que não se deve ter apego por uma linguagem de programação, pois isso te leva a crer que tal linguagem pode resolver todos os seus problemas, e te faz ficar acomodado de certa forma.

Muita gente fala mal de algumas linguagens, e defende outras sem um motivo específico, e isso está totalmente errado, pois linguagens de programação são ferramentas, não são como frutas na feira, em que você escolhe por estar com uma aparência mais interessante. Na hora de escolher uma linguagem de programação deve-se ter uma visão pragmática, ou seja, devemos escolher cada linguagem de acordo com a melhor aplicação de cada uma, levando em conta as vantagens e desvantagens da mesma.

Outro ponto importante é pensar fora da caixa, ou seja, não pensar que a sua solução é a melhor, ou a única possível, sempre buscar melhorias,e não somente em relação ao código, mas também em relação aos fatores necessários para rodar o mesmo, ou seja, não se preocupar somente com a sua caixinha, com o software em si.

Por último, o ponto mais importante: Pessoas!

Sem pessoas envolvidas, nada acontece. A parte mais importante para um desenvolvedor é o networking. Um bom networking pode trazer diversas oportunidades para um desenvolvedor, principalmente em relação a troca de conhecimento. Oportunidades para isso não faltam, como é o caso da Python Brasil, que na minha opinião, é uma das melhores conferências para conhecer pessoas de todos os lugares e níveis de conhecimento.

o que concluir disso tudo?

Simples: Pessoas > Tecnologia

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