Mais uma agressão ambiental na Lapinha
O Santuário da Lapinha tem sido objeto de várias intervenções ao longo dos últimos anos, com vista a aumentar a sua atratividade e comodidade para os seus visitantes. A Irmandade da Lapinha é a entidade responsável pela manutenção e beneficiação daquele espaço e tem demonstrado obra aos seus benfeitores, como o embelezamento do adro e a promoção do corte de eucaliptos que permitiu melhor avistar o vale do rio Vizela.
No entanto, nem sempre esta obra tem tido os melhores resultados, como aconteceu em 2014, em que uma poda assassina mutilou várias árvores, levando inclusivamente à morte prematura de um carvalho centenário.
Infelizmente, há poucos dias, a Irmandade voltou a fazer trapalhada! E da grossa, como se pode ver pelas fotografias abaixo, em que a agressão foi apanhada em flagrante.


Pois é, as fotografias não mentem! A Irmandade da Lapinha ordenou a “limpeza” das ervas daninhas, com recurso ao glifosato que, como se sabe, é um agente potencialmente cancerígeno. O Conselho de Ministros proibiu mesmo a sua utilização em espaços públicos, no início deste ano.
Note-se que a pulverização foi feita numa área extensa do santuário, num sábado de manhã, por onde passam centenas de pessoas ao fim de semana, incluindo por vezes famílias que escolhem o local para realizar piqueniques.
Já sabíamos que a Irmandade da Lapinha não tem grande apreço pelo ambiente. Ficámos também a saber que não tem respeito pela saúde das pessoas.
