O Homem como Criador de seus Problemas, OSHO, O Livro do Ego, p. 203–205

Mas, no Oriente [yoga] é dito que o homem pode ser transcendido. Não é o homem que é incurável, é sua consciência mínima que cria o problema. O crescimento da consciência, o aumento da consciência, contribui com a redução dos problemas. Eles existem na mesma proporção: se há um mínimo de consciência, há um máximo de problemas; se há um máximo de consciência, há um mínimo de problemas.
Com consciência total os problemas simplesmente desaparecem, da mesma forma que o sol nasce de manhã e as gotas de orvalho desaparecem. Com a consciência total não há problemas, porque, com ela, os problemas não podem surgir. No máximo, a psicanálise pode ser uma cura, os problemas vão continuar a aparecer, pois ela não atua de forma preventiva.
[A yoga] A meditação vai a uma profundidade maior. Ela muda a pessoa, de modo que não possam ocorrer problemas. A psicanálise lida com os problemas, ao passo que a meditação lida com a pessoa, diretamente, sem se preocupar nem um pouco com os problemas. É por isso que o maior dos psicólogos orientais — Buda, Mahavira ou Krishna — não fala sobre problemas. Devido a isso, a psicologia ocidental acha que a psicologia é um fenômeno novo. E não é!
Somente no século XX, na primeira parte desse século, pôde ser provado cientificamente, por Freud, que existe algo como o inconsciente. Buda falava sobre isso 25 séculos antes. No entanto, Buda nunca procurava solucionar qualquer problema, porque, segundo dizia, os problemas eram infinitos. Aquele que for combater todos os problemas nunca será realmente capaz de resolvê-los. É preciso lidar com o próprio homem. E simplesmente esquecer os problemas.
Lidar com o próprio ser e ajudá-lo a crescer. À medida que o ser cresce, à medida que se torna mais consciente, os problemas vão se soltando e a pessoa não precisa se preocupar com eles.
(…)
Vou colocar de lado os problemas das pessoas, vou simplesmente penetrá-las. O criador deve ser mudado. E, uma vez mudado o criador, os problemas na periferia se soltam. Agora ninguém está cooperando com eles, ninguém está ajudando a criá-los, ninguém está desfrutando deles.
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