O que os números sugerem para o seu clube no Brasileirão 2017?

Confira o ranking com o aproveitamento dos clubes da Série A contra adversários do mais alto nível do futebol brasileiro e sul-americano neste ano até o início do Brasileirão

Cinco meses após a bola rolar na temporada do futebol no país e seis após o início do ano, o Brasileirão 2017 vai começar. Como esperado, sem a devida expectativa e promoção em torno da disputa. Times envolvidos em outras competições, ansiedade para ver as caras novas em campo já há muito superadas, algumas trocas de comando, alegrias e frustrações já vividas nos Estaduais, Copa do Brasil, Sul-Americana, Recopa e Libertadores. Mesmo assim, todos assumem seus lugares no grid de largada do “mais competitivo campeonato nacional do planeta”. Mas qual é mesmo o lugar de cada clube nesse grid do Brasileirão?

Curioso para entender e projetar o que cada um pode fazer na Série A 2017 do Campeonato Brasileiro, levantei dados relativos ao que os clubes da elite brasileira fizeram nesta temporada. Foram deixadas de lado algumas questões e ilusões dos Estaduais, como quem ficou com a taça ou avançou às finais, como também os jogos e resultados obtidos contra equipes de escalões inferiores. Foram considerados exclusivamente os pontos somados na atual temporada contra equipes da Série A e contra equipes internacionais , em confrontos pelos Estaduais, Primeira Liga, Copa do Brasil, Libertadores, Recopa ou Sul-Americana.

Leia também: Calendário, os Estaduais e o porquê do Brasileirão já começar desequilibrado

É evidente que é preciso considerar a grande variação entre o número de jogos que os clubes realizaram, neste ano, contra adversários do mais alto escalão (como demonstrado na tabela abaixo). Enquanto o Flamengo, que tem o 2º melhor aproveitamento, fez 16 jogos de alto nível, o Atlético Goianiense, que ocupa o Z4 nessa tabela de classificação alternativa, fez apenas um (esse desequilíbrio é tema de outra análise que publiquei — clique aqui para ler).

Considera-se também que muitas equipes pouparam titulares em vários jogos na primeira metade do ano, mas lembremos que tal prática é muito comum também no Brasileirão. Nos últimos anos, times que disputavam a Libertadores escalaram reservas nas cinco ou seis primeiras rodadas do campeonato nacional com grande frequência — e no final do ano a história se repetiu com os envolvidos na fase final da Sul-Americana ou Copa do Brasil. Portanto, é importante considerar essa variação, mas é também importante lembrar que ela irá figurar, em menor ou igual escala, ao longo do Brasileirão.

Outra questão a considerar é a quantidade de times que cada um enfrentou na temporada — e não apenas quantos jogos. Aqui a análise fica mais complexa, mas é importante citar que Bahia e Vitória, por exemplo, se enfrentaram cinco vezes no ano. O mesmo vale para o Coritiba, que fez três jogos no ano contra adversários Nível A — todos contra o rival Atlético.

Considerações feitas, é possível identificar de forma bem clara os blocos do campeonato nacional — que evidentemente terão exceções e são impactadas pelas variáveis citadas acima. Em especial para os clubes que já fizeram uma quantidade de jogos considerável contra equipes de primeiro nível, é possível projetar, ao menos, se a tendência é terminarem no bloco da metade de cima ou de baixo da tabela. Surpresas e inúmeras variáveis fazem qualquer projeção ir por terra à baixo.Também por isso, não se trata aqui de projetar a classificação final do Brasileirão com o objetivo de acertar o resultado final, mas sim de entender, de acordo com o que fizeram contra adversários de primeiro nível em 2017, qual a posição de cada clube no grid de largada da competição.


Sobre o autor:

Mestrando em Gestão do Desporto pela Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa, atua desde 2008 na indústria esportiva, com passagens por Cruzeiro Esporte Clube, Sada Cruzeiro Vôlei e pelas federações mineiras de vôlei, basquete e futsal. É Publicitário, Relações Públicas e pós-graduado em Gestão de Marcas e Identidade Corporativa. Cursou também Gestão Técnica no Futebol pela Universidade do Futebol.