Por que eu criei o projetoplenario.com [parte 2]

A PEC do teto dos gastos públicos não foi apenas uma proposta de emenda à Constituição aprovada, em dois turnos, em cada Casa e promulgada em 15 de dezembro de 2016.

A Reforma Trabalhista não foi apenas um projeto de lei da Câmara aprovado por maioria simples no Congresso e sancionado em 13 de julho de 2017.

São muito mais do que isso. Quem votou a favor? Quem votou contra? Qual foi a taxa de governismo de cada partido? Precisamos guardar esses rostos. Precisamos guardar esses dados.

Não estou fazendo juízo de valor das proposições votadas. O Plenário não tem partido, mas defende a transparência e o controle social.

Nenhum cidadão comum vai ficar entrando nos portais do Senado ou da Câmara para achar um link todo escondido, com o resultado das votações.

E o governo Michel Temer é um governo que trabalha os votos, que está próximo ao Congresso para fazer as reformas. PEC do teto dos gastos, Reforma Trabalhista, possivelmente uma Reforma da Previdência…

A equipe do Temer, no mínimo, trabalha muito em cima de tabelas, dos resultados, das expectativas, da negociação que houve para conquistar determinado voto. Já vimos isso com a liberação da verba para as emendas parlamentares, não?

Agora, quem são os políticos que faltaram determinada votação? Quais se abstiveram? Quais foram contra no primeiro turno e depois, no segundo turno, votaram a favor?

Temos que ter esses números de forma interativa e fácil de encontrar.

Vale também como fonte de informação para o cidadão poder fazer um acompanhamento mais próximo aos políticos.

Será mesmo que o senador que você elegeu está alinhado com o que você pensa?

Na minha timeline do Facebook e do Twitter, ninguém compartilha link da Câmara e do Senado.

Ou, quando compartilha algo, no máximo… é aquela enquete do Senado que pergunta sobre proposições polêmicas e que não vale de nada.

Isso aqui é mais do que número, do que um placar. São pessoas que foram eleitas por nós. E que vão voltar a pedir votos.

Nós precisamos acompanhar, precisamos estar mais perto. Precisamos saber se vale a pena votar de novo.

Ou melhor ainda se você, cidadão, quer entrar nas mídias sociais e pressionar o tal senador em quem você votou. Ele é um dos seus representantes em Brasília.

Ainda mais agora que a população está sendo obrigada, convidada a gostar de política. Toda hora tem uma novidade na Lava Jato, algum político citado em delação ou mesmo com risco de ser preso.

Precisamos nos interessar mais pela política. Precisamos também de informação com credibilidade, direta, interativa, online e de iniciativas que incentivem a participação social.