Sobre 19 #2 — Sobre presentes e tentação

Yay, estou aqui escrevendo mais uma semana, ponto pra mim!

Tentação (corte) — Pedroke, 2019

Acho que já faz uns 5 ou 6 anos que já não ganho mais presentes no natal, pelo menos não que eu consiga me lembrar com clareza. Esse ano não foi tão diferente assim… pelo menos ganhei um par de brincos dourados da minha irmã :D

Há 3 anos atrás comecei eu mesmo a me dar meus presentes (se nem eu quisesse me dar um presente, ai a coisa estaria bem ruim), e o desse ano foi a minha primeira tatuagem. É um desenho do agumon, wargreymon e do brasão da coragem (digimon adventure), porém carregado com uma nostalgia e um significado sobre algo que eu queria pra esse ano: ter coragem pra “digivolver” e “de-digivolver” na hora que fosse necessário. Pensei que doeria mais, ainda mais por ser no peito, mas até que a sensação é razoável. Pensei que seria mais difícil de cuidar, mas é um trabalho razoável. A reação dos meus pais felizmente foi razoável também.

Ganhei um terceiro presente nesse natal também, dessa vez do meu corpo… 60% de surdez no ouvido esquerdo. Provavelmente causado por cerúmen e tratado com cerumin, mas possivelmente relacionado à musculatura bucomaxilofacial, descobrirei nos próximos capítulos dessa novela…

Eu estava em Jacupiranga quando isso aconteceu, e lá a única coisa que consegui fazer foi ir no hospital obter pronto atendimento… Até ai tudo bem, o problema é que pra eu conseguir a tal lavagem de ouvido pelo SUS, teria de enfrentar uma burocracia sem tamanhos e conseguiria a consulta no otorrino no máximo pro final de fevereiro. Por sorte, plano de saúde ta aí pra isso… mas como só consegui marcar essa semana, ainda vou ter que aguardar mais duas semanas para passar no otorrinolaringologista.

Apesar de ter sido desesperador nos primeiros dias, já me acostumei. E não tem sido de todo ruim: poder me fazer de surdo (com razão) ou não ouvir certas coisas é muito vantajoso em algumas situações. Mas é péssimo pra saber o status da panela no fogão de longe…


Falando em panela, resolvi entrar num regime muito pesado chamado Whole30, que é mais do que uma simples dieta, é um desafio. Sem açucar, álcool, glúten, laticínios, leguminosas, grãos e mais algumas coisas por 30 dias. A premissa é dar um reset na flora intestinal e no sistema imunológico, e depois tentar identificar alguma alergia/intolerância, que podem ser a causa de alguns problemas de saúde que não faço ideia de onde surgem, inclusive aquela falta de energia que falei na semana passada.

É mais difícil do que pensei que seria. Comecei na segunda-feira, porém estou no meu 3º dia, pois descobri que tinha glutamato monossódico naquele tempero lemon pepper (que inclusive é sensacional), que eu usei pra cozinhar as coxinhas de frango mais saborosas que já fiz. Esse foi a primeira escolha difícil semana… eu estaria sendo desonesto se tivesse ignorado e seguido com a contagem, é um regime sem “trapaças” ou “acidentes”, se cometi esse erro foi simplesmente por vacilo meu de não ter lido o rótulo (demorei 2 anos para descobrir essa tradução para a palavra label).

De qualquer forma está sendo uma experiência construtiva não só pelo fato de estar consciente de tudo que eu como e que estou fazendo um bem para meu corpo, mas também por estar aprendendo a cozinhar coisas que nunca pensei em comer antes e que ficam incríveis, mas também principalmente o fato de estar aprendendo a ter mais disciplina, pouco a pouco.

Sim, não foi fácil encarar o cheiro de 80 esfirras do Habbis na sede da empresa na hora do almoço, ou então ficar mais de 8 horas fora de casa sem poder recorrer a nenhum lugar pra comer alguma coisa, ou então as pizzas da Dom Martiello e o chopp da integração da firma, e até mesmo a vontade de ir até a Durskeria do Júnior Sanduíche ontem no shopping. Creio que não tenha visto a tentação tão nítida e paralisante nos últimos anos quanto essa semana, mas resisti. Respirei fundo e aguentei, e fui feliz saboreando minha comida, que está cada vez melhor, por sinal.

Se acertei por um lado, errei de outro, tentei me afastar das redes sociais, de uma vez, mas fui falhando miseravelmente durante a semana, e hoje, no sábado de manhã já me encontrava com a timeline do twitter aberta.

Um passo de cada vez, não é mesmo?

Gostaria de escrever mais coisas, mas para a leitura não se tornar maçante, por hoje é só. Assistam Maquinas Mortais. Até mais!

Att.

Pedro Moreira