Entre o bem e o mal

Eu não gosto de ser uma má pessoa. Na verdade, me amedronta quando percebo que fiz algo ruim, seja perceber tempo depois que falei de forma ríspida com alguém, ou que matei sem querer um bichinho que pousava em meu corpo e como reflexo passei a mão, exterminando assim sua vida. Me sinto o pior humano existente. Estou longe de ser a melhor pessoa do mundo. Claro que fico com raiva. Ódio. Claro que falo grosso quando ultrapassam o limite da minha paciência. No alto do estresse dou uma patada ou sou fria na hora de me expressar. Mas sei que isso não me faz um monstro.

Sei de um jogo que fazem comigo, se é que posso chamar assim, mas as vezes tenho a sensação de que sabem que eu sinto isso e me usam como um brinquedinho. 
Me colocam no altar de gente que não possui coração, se vitimizam e eu, como sempre, caio. Acabo por mergulhar no abismo do remorso.

O ponto dessa historia é que há dias venho sendo ignorada e gratuitamente. Acontece que hoje o sujeito precisou de mim; acontece que hoje eu disse não; Como esperado, bradou palavras de grosseria pra cima de mim e me colocou no chão. Novamente me senti uma pessoa ruim. Novamente me entristeci por dizer essas coisas de mim. Deixei falar. Pra quê vou rebater. Entrar numa guerra sem as devidas munições para lutar com um ignorante. Deixei passar. Mais uma vez.

Embora isso vá se repetir, no loop infinito que habito, espero conseguir me livrar dessa culpa. Espero conseguir repetir esse não mais vezes, ao invés de deixarem me usar e no próximo instante ouvir o quanto sou o pior humano que existe na terra.

Eu sei que, dentro das minhas limitações como pessoa, nem sempre serei a melhor, mas o minimo que eu puder ser, quero ser. Vou ser.

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