Tem dias que me sinto assim, navegando num barco de papel no meio de um mar de ódio.

Às vezes vem uma onda, tenta me derrubar. Não consegue.

O barquinho fica molhado, parece que vai despedaçar.

Sinto como se eu fosse me afogar e me tornar parte daquele aguaceiro de sentimentos ruins.

Mas o sol chega.

Seca, com esperança, as folhas do barco.

Sigo navegando.

M.

Like what you read? Give Poesia Reconvexa a round of applause.

From a quick cheer to a standing ovation, clap to show how much you enjoyed this story.