numa multidão onde os pensamentos dos loucos sonhadores perdem se a medida que a cidade se move, o encontrei.
vi em seus olhos, o ponto de encontro de todas as estrelas do mundo. as estrelas mais brilhantes que juntas, formavam um céu, não azul, mas castanho.
presa ao seu olhar, desci meus dois espelhos da alma para sua boca, onde ali formava-se o sorriso mais bonito.
inigualável, assim como ele.
hipnotizada, eu fiquei.
seria possível ele nunca ter tomado consciência do efeito que poderia causar nas pessoas?
será que ele achava normal ter tudo que há de mais bonito do mundo ali, apenas sendo quem ele é?
a sua pele, suave como a de um bebezinho mas que guardava as memórias, as histórias, tudo que ele era.
e tudo que ele se tornara, ali, naquele instante, para mim.
se te disserem que o mundo é uma bola, azul, verde: discorde.
o mundo é ele
aquele que faz brotar em mim
todos os jardins.
(coisas que eu diria ao vento.)
