2017 obrigada pelo aviso

Bolo que ganhei em meu aniversário muito obrigada

Vi um dia desses um vídeo da Monja Coen dizendo que Buda diz que o ser humano pode ser comparado a 4 tipos de cavalos.

Há um cavalo que ao ver apenas a sombra do chicote, já sai galopeando. O segundo, só sai apenas se lhe é chicoteado no pêlo. O terceiro, precisa que seja machucado, cortando sua carne. E o quarto, é preciso que lhe acerte o osso para que ele se mova.

Ela diz que o chicote, é um aviso. Um aviso, um alarme, um sinal. Alguns o sentem mesmo distante, como uma notícia do Tsunami no Japão (a sombra do chicote). Outros sentem o sinal por algum acontecimento de algum amigo de outro amigo, “fulano morreu em um acidente de carro” (chicote no pêlo). Alguns percebem apenas quando perdem amigos/parentes bem próximos, como os pais ou os filhos (chicote na carne). E outros apenas quando o problema acontece consigo mesmo “você está com câncer e tem apenas 3 meses de vida” (chicote no osso).

Me desculpem, ela diz tudo isso no vídeo mas eu precisei repetir isso da minha forma, pra ver se isso fixa na minha cabeça. O ano 2018 está entrando agora, e sinceramente eu estava um pouco apática. Me senti culpada, pois nessa época do ano eu sou o tipo de pessoa que faz resoluções, planos e sente gratidão por tudo o que passou. Me sinto ansiosa sempre com meus planinhos, mas em 2017 trabalhei o ano todo para que eu não me sentisse tanto assim. Acho que foi tanto, que deixei de ansiar pelas coisas boas também. Tentei não fazer planos grandes, nem tentar esperar nada das pessoas. Menos expectativa = menos sofrimento? Talvez. Mas também menos prazer de viver, menos propósito, menos brilho nos olhos.

Talvez hoje eu perceba que estivesse confundindo essa falta de ansiedade com “paciência”. Mas este ano quero fazer diferente, quero ansiar pela vida, mas espero ter a sabedoria de entender que tudo tem seu tempo. Talvez esta seja a REAL PACIÊNCIA. Afinal, se eu não espero por nada, a paciência não é necessária, vocês não acham? Já que qualquer coisa está bom.

Já cheguei a pensar que viver desta forma seria muito mais simples, mas mesmo os animais da natureza, a aranha por exemplo, constrói uma bela teia para caçar insetos, e não apenas espera que estes caiam mortos perto dela pra só assim ela comer. Ela não pensa “pra quê irei construir esta teia se talvez eu não pegue nem uma joaninha?”. Ela constrói e espera que pegue, e sabe o que eu acho, gente? Ela VAI CONSEGUIR. Mas agora se ela não prepara a teia, como irá saber?

Ok, vocês devem estar se perguntando agora “tá, mas o que tudo isto tem a ver com a história do cavalo?”. Bom, eu explico: nada. (Tô brincando Rs!) ah, apenas que com a história percebi que a vida nos dá sinais para não perdermos tempo. Às vezes percebemos isso com notícias distantes, mas às vezes percebemos com algum acontecimento que nos machuca e nos rasga a carne. Independente disso, a mensagem é a mesma “Não perca tempo”. Ame as pessoas hoje, faça o melhor hoje.

Obrigada 2017. Feliz 2018.

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