Amor

Hoje quero falar sobre o amor. O que é, hoje, “amor" pra mim. Apenas porque quero treinar escrever, e preciso me dar um tema. Então escolhi este, que talvez façam muito de vocês vomitarem, entortarem o nariz, revirarem os olhos e dizerem “que coisa mais idiota.” Mas, sinto em lhes dizer que hoje vou falar sobre isso.

Quero primeiramente dizer que falar sobre o amor não é algo idiota (pelo menos pra mim). Meus pais sempre me diziam a seguinte frase “Faça as coisas com amor”. Parei para pensar nisso. O que quer dizer fazer as coisas com amor?

Estou estudando japonês em um centro cultural de minha cidade e os professores são voluntários, a maioria senhores e senhoras japoneses aposentados. Todos os sábados e domingos eles vão religiosamente ao centro e nos dão aula com o melhor que podem. Isso, sem ganhar financeiramente nada em troca.

Atualmente, quando nos vem alguma proposta logo pensamos “Mas o que eu ganho com isso?”. Só que hoje parei para pensar que: Quando uma mãe cuida de seu filho com distrofia muscular, ela não pensa nos ganhos. Quando um aposentado japonês dá aulas de graça para estrangeiros, ele não pensa nos ganhos. Quando um cão espera seu dono falecido todos os dias sendo que ele nunca irá voltar, ele não pensa nos ganhos.

Eles o fazem, sem ganho algum.

“Ah, mas eu não vou trabalhar de graça, não sou idiota”. “Ah, mas eu não vou amar, se não for amado de volta”. “Ah, mas eu não vou ajudar os folgados.”

A questão não é você ser submisso, por favor, se valorize sim e pague suas contas, djóven! Sejamos adultos o suficiente para diferenciar isso. Mas, peço também que não pense só nos ganhos. Estamos condicionados a pensar nisso o tempo todo. “O que tenho a ganhar?”.

Preserve um pedacinho de você que te sussurra:Nada… você não tem nada a ganhar. Mas… sei que você quer isso por algum motivo que ainda não sabe explicar. E… não é preciso explicar.”

Esse pedacinho de você, é o que entendo por Amor.

Shimada sensei, professor voluntário de japonês, entregando meu primeiro diploma.
One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.