“Pedro e Lua” — Odilon Moraes

Para mim, Odilon Moraes é poesia personificada. Tive a enorme oportunidade de realizar um workshop em novembro de 2014 com esse grande ilustrador e autor brasileiro. Para minha feliz surpresa, ele como pessoa é de uma sensibilidade tão grande quanto seus livros.

Suas histórias te conduzem de maneira aparentemente inocente, mas que durante ganham forma e depois uma imagem final. E o final? Bom, como sabemos, pode não ser como a gente espera… mas será isso algo ruim? Vencedor do prêmio de Melhor Livro Infantil para Crianças, oferecido pela FNLIJ, falo neste post um pouquinho das impressões que tive de seu livro “Pedro e Lua”.

Fonte: site ed. Cosac Naify.

Antes de qualquer coisa, este livro possui uma especificidade: as ilustrações são os próprios rascunhos que Odilon havia feito para o livro! Os “rabiscos” iniciais já pareciam conter o necessário.

Quando terminei de ler “Pedro e Lua”, me veio um aperto no peito. Me lembrei dos tempos de criança e o quanto inconscientemente estava conectada à minha essência. O que deve ocorrer com a maioria das crianças, que ainda não tem a noção dos padrões impositivos que o mundo lhes dá. No entanto, a vida nos leva a viajar para outros lugares, nos fascina com milhões de coisas externas. Temos quase vontade de viver disso e “para” isso — o externo.

Esquecemos por um bom tempo de olhar para dentro. Está tudo bem, até que o “click” chega e então, quando olhamos de volta, para onde foi parar a essência? Dela, parece sobrar apenas uma pequena carcaça, sem sua carne de estímulo e força.

Carregando com carinho esta pequenina ossada me lembro, mais do que nunca, que é hora de voltar para casa.

Fonte: site ed. Cosac Naify.
“Pedro amava Lua.” — Odilon Moraes.

Texto por Paula Ayumi

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Alguns outros livros de Odilon: Ismália; A princesinha medrosa; O matador; Lá e Aqui

Atualmente Odilon ministra cursos e workshops no Instituto Tomie Ohtake e Estúdio Bináh.