Jornalismo de ontem e de hoje: o tempo passou?

Faz 3.700 anos que eu não escrevo, o que quer dizer que, mesmo que eu tenha pensado no que vou escrever, pode sair uma louca salada de tudo-que-aconteceu-no-mundo-e-chamou-minha-atenção-nos-últimos-dias. Basicamente. No banho eu pensei seriamente em escrever sobre o 10º Congresso da Abraji. Eu fui. Logo, vai ser meio que sobre isso. E o que mais vier à mente ou aos dedos.

Vou começar pelo final. O que eu achei do congresso, como um todo. Confesso que saí de lá achando jornalistas menos otários. Mas não menos elitistas. Tinha desde o jornalista marginal (Coitado. Só tinha o Bob Fernandes de ~marginal~.) até os jornalistões de Estadão, Folha, Valor e, pasmem, Veja! Respirei o mesmo ar de um repórter de Veja! Mas eu sobrevivi pra contar sobre a experiência. Acreditem. Nem foi tão ruim.

Eu acho, mesmo mesmo, que a gente tem que ouvir. Tamo fazendo nada. Ouvi nem dói. Então esse é meu espírito de aventura. Mente aberta com ou sem tóxicos. Não faz mal ouvir. Agora não pode ser liquidificador de merda. Ouvir, processar e pensar que tudo é uma coisa só. Meu alerta moment!

Então que se falou muito sobre o factual na Abraji, as coberturas mais quentes do momento, como lidar com fontes, e todo tipo de etc. A bem da verdade, gostei mais do Festival Piauí (Vai ter de novo em outubro. Tô pirando!). No festival se discute possibilidades pra nós jornalistas e se escapa mais do viés ideológico que bombou na Abraji. Mas conhecimento é sempre bom, então voltemos ao que teve.

Lava-jato foi a cereja do bolo (Ou a azeitona da coxinha.) que foi o congresso. Muitos repórteres falando sobre (O que é legal. Bastidor sempre é massa.), teve o Sérgio Fernando Moro (O homem chama Sérgio Fernando! Ainda não decidi se pegaria ou não.) e muito, mas muito mesmo estudante malucão! Pra começar tem a lorota de que a cobertura da lava-jato é ok, que não tem vazamento. Se não é o Moro, que defendeu a publicidade do processo, é a imprensa que escolhe o que dar do que “vazou”. (O Bob Fernandes falou muito e bem sobre isso!) Daí, com esse pano de fundo, fica fácil uma galera nova, ainda nos cueiros da faculdade, dizer absurdos. Creditemos à imaturidade e passemos a frente.

O Moro não é santo, ok? Me pareceu que poderia ser essa a interpretação do parágrafo acima. O que os mais sensatos que conheço dizem sobre ele é que é um bom juiz, mas sofre do mal dos juízes que é a divindade. Acho que ele exagerou ao virar herói da direita. Mais ainda. Não gosto de heróis!

Pra mim, mais que o excesso de tese, o que tinha de terrível no congresso era morgue, cheiro de mofo mesmo! Não é que precisa ser ~xovem~, galera. Mas, porra, que ano é hoje? Sério que essa pegada máquina de escrever é o que se discute em congressos de jornalismo? Achei tudo muito analógico e olha que o congresso era feito pelo Google em parceria com a Abraji e tinha stand do Twitter. Ainda assim, ficamos entre Gutenberg e as primeiras fotos coloridas em jornais.

O frisson (Como eu sou velha!) ficou com o Moro e o Riss, do Charlie Hebdo. Bem treta. Tinha agentes da Polícia Federal na universidade toda, revista e um policial armado em cima do palco. Não achei nada legal. Sei lá. Mas o cara quase morreu então talvez o medo dele de quase morrer de novo (ou morrer) seja ok diante do meu medo de levar um tiro. Ou não. Porque aí eu morreria também. Complexo. Minha nota sobre o Charlie Hebdo: Não gosto do que os caras fazem, mas sou umajournalism guy. Vou sempre pelo direito à liberdade de expressão. Sempre!

E aí foi isso. Acho que sobre o congresso o que tá aí pra cima foi o que rolou. Na viagem, quem acompanhou a TL do Twitter viu, teve muita comida (e algum álcool)

! São Paulo é isso diferente do meu cerrado. Tudo é gourmet em todo lugar. E tem muita coisa. Aqui a gente é meio interior. Tem até os políticos coronéis pra intensificar a experiência. Mas disso eu falo em outro momento.

No texto tem duas collections do Twitter. Aprendi a fazer no congresso. Stand do Twiiter. Rola fazer no TweetDeck. É só adicionar (+) collection. Achei amor!

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