Nada de ser sútil quando se é pitaqueiro de rede social: pode nudes #MandaNudes

Já falei várias vezes: a vida me fez social media. (Eu amo dois pontos. Não me julguem.) Eu me formei em comunicação social com habilitação em jornalismo e, apesar de puxar sardinha pro jornalismo old school, enxerguei as oportunidades que se abriram no mundo. Por necessidade capitalista fui agarrando algumas delas.

Acontece que, sendo social media, eu fui aprendendo um pouquinho da parada e estando nesse mundo eu sou contemporânea da comunicação digital. Eu consumo comunicação digital. Tento aceitar que não sou uma amostra confiável de todo o mundo, mas percebo, ainda assim, que estou reclamando por sentir falta das coisas básicas.

O que é o básico, o feijão com arroz, pra mim em comunicação digital? Eu acho, só acho, que se eu tô no Twitter e a marca X está no Twitter eu vou mandar um tuíte ou uma DM e o cara tem que me responder ao menos com um like. Eu me pergunto se o celular na minha mão ~tão caro~ só serve pra eu fazer ligação pra uma marca qual o raio do motivo dela ter um Twitter, uma página no Facebook e divulgar um número pra mensagens via Whatsapp.

Tá errado, gente. Não é isso. Tem uma porrada de textos de gente que saca dessa parada social mediática digital interativa conectada (Tenho uma amiga que ama esse termo.) tentando chegar ao cerne dessa questão. Eu estou mais ‘xingando no Twitter’. Mas discorramos sobre o assunto.

A coisa toda começou com os nudes da Knorr. E a resposta engraçadinha da Hellmann’s (A maionese do inferno!).

Eu achei divertido. Mas teve uma porção de gente fazendo textão dizendo que não. Há questões e questões. O Roberto Cassano acho que foi mais ponderado na questão. Em comunicação tudo é estratégia. A gente comunica por uma razão. E aí qualquer nude no meio do caminho faz parte. Mas não é a cereja do bolo. Se vocês derem uma olhada na TL da Knorr e da Helmann’s vão ver que eles tão no modo zoeira mesmo. Com certeza a escolha não foi aleatória (Espero que não, oh, lorde, senão cai por terra o meu textão!) e tem conversa exatamente na linha do que tá sendo publicado nas redes. Redes sociais são bem isso. E é massa poder bater um papo com as marcas que você gosta ou daquelas que quer ou precisa reclamar.

Pra mim o pior dos mundos, pior que o nude sem motivo, é uma rede social catálogo. Galera quer tratar como mídia de mão única algo que cresceu, que evoluiu e não para de conquistar público justamente por ser conversacional. E aí o problema tá em dois lugares: tá nas marcas que tão fazendo merda (Não vou usar palavra bonita só pra ser simpática. Nem fodendo!) e tá em profissionais apenas engraçadinhos.

A gente já passou da fase Prefs. Não que a Prefs não seja maneira. É que ela é maneira pra quem não depende de serviços e informações da Prefs. Talvez esse não seja o objetivo da conversa que eu acho que tem que ter nas redes sociais de marcas e instituições. Ser bonitinho e ordinário já não tá colando mais. Agora ser bonitinho, levemente ordinário e conversar com quem quer conversar com você é vários tons de amor!

Eu mesma sou fã dos nudes. Dos meus nudes do cuore é um do Humaniza Redes, que é do governo (Palavra governo já faz pensar que é boring, mas é massa!), mas fala na língua que eu espero nas redes, que eu entendo e que me faz querer acompanhar.

Então é isso. Se cê quer ser social media lê com amor o texto do Hilário no Linkedin (Tenha Linkedin, puto!), vai estudar, não seja machista, homofóbico ou escroto mesmo. Se cê é marca, principalmente se for a Fiat ou a Siberian (Eu já quase amo a Siberian de novo. Comprei um vestido amor lá semana passada!), faz rede social direito, mano. Essas bostas dessas redes cheias de posts bonitos enquanto a gente precisa mandar sete e-mails e fazer oito ligações pra falar com vocês são uma merda!

Texto publicado originalmente e cheio de emojis em http://politicafodaemais.com/

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