Acabo de retornar ao Medium, nunca tendo de fato ingressado nele, porque apenas me inscrevi, o que não quer dizer a mesma coisa que escrever no Medium, coisa que já é publicar(-se), forma portanto mais larga de inscrever-se no mundo ou, quando menos, no mundo do Medium, recanto de um mundo maior, midiático, uébico…
A propósito, também acabo de retornar à web, às redes sociais, ao Facebook. Foi um longo exílio, em parte por força maior, em parte pela necessidade de me dar a ele, ao exílio a que chamaríamos, por vontade ou verdade de coisa mais branda, silêncio.
O que me faz escrever este comentário é certamente o que está marcado em verde no texto seu. Nele Você ressalta a importância de uma inclusão que não impõe a exigência de um determinado acervo de dotes, conhecimentos, habilidades.
Antes que eu marcasse esse trecho de seu breve ensaio — longamente necessária ideia aí expressa — , já ele, o seu texto, ensaiava esse verdejamento que é a dúvida, retoricamente articulada, sobre a exclusão costumeira a que nos damos — que nos arrogamos — ao exigir que os leitores estejam intelectualmente aparatados, ao menos razoavelmente capacitados a maiores ou compatíveis filosofanças.
P.S.: Os parágrafos acima foram escritos há seis dias. Hoje, finalmente publiquei alguma coisa no Medium. E creio que ela me veio — obliquamente — também muito a propósito do que me parece da maior importância em seu texto, querido Boré: a voz, as vozes, o diálogo.